Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 15/06/2021

É notório que contato com os meios de tecnologia se tornaram muito comuns, até o ponto em que os indivíduos sequer conseguem diferenciar o uso saudável dessas tecnologias e o exagero, tampouco sabem os malefícios para a saúde física e mental que estão atrelados a ele. Portanto, faz-se relevante discutir este problema com o fim de reduzir seu impacto.

É primordial ressaltar que muitos pais preenchem o espaço que deixaram de ocupar na vida de seus filhos deixando eles “aos cuidados da TV, do celular ou do computador”. “É mais fácil colocar as telas como babá do seu filho, só que não é bom pra ele” disse Ícaro de Carvalho, empresário dono de uma das maiores agencias de marketing digital do Brasil, ao responder a pergunta de um de seus alunos sobre o tema. É notório que por não saberem que o contato muito precoce a essas ferramentas trazem problemas só faz com que mais pais permitam que seus filhos corram o risco de se viciar nelas.

Em decorrência disso o número de jovens adictos em videogames ou celulares tende a subir cada vez mais, além de agravar o quadro clínico deles. Um estudo do King’s College de Londres concluiu que cerca de um quarto de jovens no mundo todo são viciados em celular, ou seja, não conseguem regular o tempo de uso, não conseguem parar de usá-lo e quando param, além da obesidade decorrente do sedentarismo relacionado a essa dependência. Inegavelmente, se os pais tivessem consciência da extensão desse problema não seriam tão permissivos no uso das tecnologias digitais pelos seus filhos.

Fica claro, dessa forma, que o acesso as tecnologias digitais devem ser limitados para os mais jovens. Para reverter essa problemática é dever do poder Executivo promover cursos e palestras que informem os malefícios causados pelo uso em excesso dessas tecnologias, a fim de que eles policiem seus filhos quanto ao uso delas. Além disso, cabe ao poder Legislativo, objetivando a redução do uso de equipamentos digitais, a criação de leis que limitem a quantidade de horas que uma criança pode jogar e que restrinja o acesso dela em certas horas do dia como na madrugada. Assim, impedindo que os jovens sejam severamente prejudicados por esse vício.