Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 15/06/2021

Steve Jobs revolucionou o universo tecnológico ao criar um aparelho compacto, funcional e inteligente, o Iphone 2G, que proporcionou ao usuário ter um computador pessoal completo no bolso. Atualmente, essa tecnologia foi atualizada e apesar de ser necessária no dia a dia, se tornou uma ameaça à saúde dos jovens, que não conseguem mais viver longe dos seus celulares. Tal processo resulta de forma inquestionável no aceleramento do cotidiano. Assim, entre os fatores que aprofundam a gravidade desse fenômeno, pode-se destacar o imediatismo e a procrastinação.

Em primeiro lugar, o imediatismo, aliado ao aceleramento do cotidiano, gera a nomofobia no meio juvenil. Esse cenário advém de que na era digital tudo acontece no agora, sempre existe algo novo a ser compartilhado, o que exige constante acompanhamento das redes. Consequentemente a isso, o consumidor desenvolve um transtorno de ansiedade e a necessidade de ser aceito pelo outro. Exemplo claro dessa realidade está presente na função “stories” do Instagram, em que os usuários compartilham experiências que ficam disponíveis por apenas 24h e são excluídas automaticamente, o que demanda do telespectador vigília constante das páginas que acompanha.

Em segundo lugar, a procrastinação também aprofunda desde cedo o vício em telefones celulares. Isso ocorre em virtude de que ao incorporar atitudes que levam o indivíduo a adiar atividades importantes para seus objetivos, os aparelhos celulares são vistos como um refúgio dos problemas e preocupações. Assim, ao transformar a procrastinação em um hábito, o consumidor entra em um ciclo vicioso em que a procrastinação e o vício em celulares são os personagens principais. Com base nisso, esse comportamento traz prejuízos tanto nas relações pessoais, como nas profissionais, como perda de foco, produtividade e retenção de conhecimento.

Diante do exposto, é necessário reconhecer que o aceleramento do cotidiano é a origem da dependência dos smartphones e suas consequências. Para solucionar essa questão, faz-se essencial que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, crie um Programa Nacional de Combate à Nomofobia, através de uma lei a ser votada no Congresso e com a finalidade de incentivar os jovens e adultos a buscarem uma relação mais saudável com o mundo digital, esse programa deverá disponibilizar palestras para jovens e adultos sobre habilidades sociais e administração de tempo no meio virtual. Somente somente assim essa tecnologia deixará de ser uma ameaça à saúde pública.