Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 22/06/2021

Tema: Vício social à tecnologia

Conforme o relatório Digital 2019, o Brasil é o segundo país mais viciado pela internet. Sob essa ótica, é nítido que grande parte da nação usa abusadamente muitas ferramentas tecnológicas, por isso, concretiza-se um vício social à tecnologia. Nessa perspectiva, tem-se um grave problema que afeta diversos indivíduos, principalmente, em razão de uma lacuna na base educacional e da má influência dos ambientes virtuais.

A princípio, uma falha no processo de educação de várias crianças, na atualidade, é um fator que fundamenta o sério panorama. De acordo com o pensador Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Desse modo, pode-se afirmar que o constante uso de dispositivos tecnológicos, como aparelhos celulares, desde os primeiros anos de idade de um jovem em virtude da influência familiar dentro das residências é responsável por moldar futuros adultos e idosos cada vez mais dependentes das produções inovadoras e atrativas da indústria da tecnologia.

Ademais, a contínua dominação dos campos online sobre o cotidiano dos cidadãos é um aspecto que agrava a problemática. Em relação ao documentário “Dilema das Redes”, exibido pela Netflix, a “web” contemporânea é fortemente aliada ao capitalismo da vigilância, o qual é encarregado por manter os usuários em frequente conexão à internet por meio de diversos conteúdos relacionados ao histórico de pesquisa de cada internauta. Sendo assim, muitas pessoas encontram-se presas aos aparelhos móveis e, por conseguinte, há a ocorrência de múltiplos transtornos físicos e mentais como sedentarismo, ansiedade, estresse e imediatismo por conta dessa alienação.

Portanto, faz-se necessária a adoção de uma intervenção pontual a esse cenário caótico. Dessa maneira, é viável que os Ministérios da Saúde e Educação, por intermédio de educadores e psicólogos de cada município, promovam um projeto conscientizador que expressa a importância do uso moderado dos objetos digitais, como videogames e smartphones, para o bem-estar particular e coletivo. Tal ação, deve ser realizada por meio de vídeos educativos, palestras, gincanas e debates que envolvam não só alunos, mas também seus responsáveis, em todas as creches e escolas do país. Tudo isso, a fim de amenizar esse vício à tecnologia e, consequentemente, obter uma comunidade que também saiba priorizar as interações diretas.