Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 01/07/2021

A Constituição de 1988 afirma: é dever do Estado e da família garantir o bem-estar social aos jovens. Entretanto, é visto que a dependência digital na juventude está em alta na contemporaneidade e provome transtornos - o que nega o direito constitucional. Dessa maneira, deve-se estudar as causas, a exemplo da má influência familiar e midiática, e suas consequências, como os próprios transtornos mentais.

A priori, observa-se a necessidade de uma educação plena aos jovens em relação ao meio digital, já que o ambiente familiar é o principal fator de influência à juventude. Segundo John Locke, o homem é como uma folha em branco e todo o conhecimento advém da experiência. Sob essa ótica, vê-se que a família é o principal meio de ensinamento aos jovens, que irão passar pela experiência da utilização correta da tecnologia, o quais não serão dependentes e, futuramente, não irão desenvolver consequências, como a dificuldade nas relações pessoais e a obesidade.

Além disso, deve-se ressaltar a atuação da mídia na vida dos jovens, a qual promove, por meio de propagandas e divulgações, um padrão consumista aos indivíduos. Isso faz com que a juventude se torne um consumidor exacerbado de tecnologia, que estará sempre em busca de novos jogos e meios tecnológicos, o que acarreta na dependência tecnológica. Com isso, surgem as consequências, a exemplo de transtornos mentais, que pela pesquisa da OMS, atingem de 0,2% a 20% dos jogadores de videogame.

Infere-se, portanto, que a dependência digital da juventude é algo presente na contemporaneidade. Sendo assim, cabe ao ambiente familiar, detentor do bem-estar social dos jovens, equilibrar a utilização da tecnologia, por meio de um controle em horários específicos, a fim de garantir à saúde e o direito proposto pela Carta Magna. Somente assim, o problema será solucionado.