Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 11/08/2021
A dependência digital, que ocorre quando quando uma pessoa passa a se distanciar da sociedade para ficar mais presente em meios digitais, é um dos grandes problemas enfrentados pelos cidadãos brasileiros atualmente. Tal compulsão vem crescendo conforme crescem as quantidades de tecnologias disponíveis,e, vem sendo destrutiva para a população , principalmente para os jovens.
Apesar de no Brasil a dependencia digital ainda não ser considerada uma doença, um estudo realizado na Universidade Federal do Espírito Santo revela que 1 em cada 4 jovens são dependentes da internet, um vício que se assemelha ao alcoolismo, principalmente por suas causas e efeitos. O usuário busca um prazer imediato em algo, tornando seu bem estar escravo daquilo e fazendo um uso excessivo para atingí-lo. A dependência digital pode levar os dependentes a desenvolverem desconforto emocional, ansiedade, agitação, irritabilidade e depressão, consequências similares às da dependência química.
“Os jovens de hoje são a janela do futuro”, frase dita pelo Papa Francisco, acaba trazendo certo desespero quando se pensa em jovens desligados da realidade, que se tornaram escravos do digital, como é o futuro que enxergamos através deles? A dificuldade na comunicação analógica também é algo percebido nos dependentes digitais, logo, o futuro para o qual esses jovens apontam é um futuro dissociado de relacionamentos palpáveis e pessoais, capazes de ruir a sociedade.
O documentário de 2020 “O Dilema das redes”, traz outra pauta importante quando, através de especialistas, explica como o digital tem influencia no imediatismo e na impaciência das pessoas. A internet torna tudo mais rápido e permite que os usuários tenham rápidas respostas aos seus comandos, entretanto, na vida real não é assim, e os jovens dependentes acabam, por não saberem distinguir os meios, exigindo com impaciência uma rapídez que o mundo palpável não pode oferecer.
Visando o bem da convivência familiar, já que um filho pode arruiná-la com incrompreensão e impaciência, deve partir dos pais observar se possuem um dependente dentro de casa, se atentando para os sinais e entendendo que ele, sozinho, não é capaz de sair daquilo e, que cabe a eles serem pacientes e ajudá-lo buscando para ele um tratamento psicológico com médico especializado, e até mesmo intervindo ao colocar limites para o uso de aparelhos eletrônicos, como o de horas por dia. Além disso, por ainda não ser classificada como doença no Brasil, a dependência digital deve ser uma pauta mais abordada por campanhas publicitárias veículadas na mídia, para que, chamando a atenção da população, mais pessoas se posicionem e cobrem uma posição do Ministério da Saúde para classificar tal compulsão como doença, tornando as discussões a respeito desse assunto mais comuns e viáveis, atribuindo relevância à elas.