Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 14/07/2021

A fiscalização de países asiáticos que enxergam a dependência digital como um transtorno reconhecido também pela OMS, possibilitou que países como o Japão fosse um dos últimos do ranking  de países mais viciados na internet, de acordo com a empresa de pesquisa GlobalWebIndex. Em contrapartida, porém, o Brasil encontra-se em segundo lugar. Implica-se, portanto, que é dever do Estado certificar que haja um controle no uso do meio digital, em meio às possíveis sequelas deixadas por seu uso excessivo, tal como a necessidade de manter-se conectado, saúde mental e problemas  físicos.

Primariamente, desde que a internet foi criada na Guerra Fria pelos Estados Unidos, a fim de proteger informações militares, esta tornou-se um ótimo vínculo de entretenimento que se tornou uma dependência para muitos usuários que priorizam o mundo virtual. Nesse sentido, o protagonista Wade Watts do filme Jogador número 1, também prefere a outra realidade que pode ser acessada por meio do óculos VR, e não sabe mais como voltar a viver no mundo real. Por conseguinte, implica-se que a saúde mental do usuário fica debilitada e enfraquece a ideia positiva da internet ser um entretenimento, para se tornar um vínculo indispensável.

Ademais, vale ressaltar que as sequelas físicas podem vir a se tornar um problema na vida do jovem, uma vez que o contato constante com as telas é prejudicial à saúde. Nessa ótica, o anime japonês “No Game no Life”, mostra o vício digital tão intenso vivenciado pelos irmãos protagonistas Sora e Shiro, que mudam o próprio fuso horário com a finalidade de obter mais horas em frente ao computador e tem poucas horas de sono, tornando-os, também, viciados em jogos. Desse modo, é mostrado como adolescentes podem necessitar de acompanhamento psicológico pelo uso exabundante da internet.

Em virtude dos fatos anteriormente citados, o Ministério da Saúde deve buscar profissionais que sejam capacitados para assistir jovens usuários com dependência digital, prevenindo e tratando distúrbios mentais e problemas de socialização, a fim de amparar pessoas em meio ao distúrbio da nomofobia. Uma medida diferente é o financiamento de programas que busquem incentivos fiscais, por meio de palestras educativas nas redes de ensino, a fim de conscientizar os jovens sobre o uso indevido de tecnologia. Ambas as medidas interventivas promovem uma fiscalização decente, com acompanhamento psicológico, que promoveria aos usuários respaldo o suficiente para que as consequências da dependência do jovem fossem solucionadas.