Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 05/08/2021

Na atualidade, um número bem significativo de jovens e adolescentes já possuem um telemóvel, além de outros recursos tecnológicos. Na existente pandemia, o uso do celular tornou-se mais agravante; assim como a possível dependência digital. De acordo com a OMS, a dependência digital pode ser equiparada com o vício de drogas.

Em primeiro lugar, é importante destacar o alto índice de transtornos psicológicos durante a juventude como fomentador da problemática. É factível que a Revolução Técnico-Científica transformou os mais diversos setores do mundo. Nesse ínterim, destaca-se o surgimento  da internet, que possibilitou o acesso à informação em escala global. Dessa maneira, nota-se, por exemplo, na população juvenil, o escapismo dos sintomas angustiantes dos distúrbios psíquicos, como depressão e fobia social, por meio do uso abusivo dos artefatos tecnológicos. Desse modo, os transtornos da saúde mental, típicos da pós-modernidade, incitam continuamente a dependência digital na menoridade.

E segundo lugar, é necessário destacar a ineficiência governamental como impulsionadora do embaraço. A Carta Magna, de 1988, garante o bem-estar como direito social fundamental. Em contrapartida, atualmente, o princípio determinado na Constituição não é inteiramente garantido na prática. Nessa perspectiva, ressalta-se o falho gerenciamento dos recursos públicos, que impossibilita a elaboração de programas assistenciais, destinados aos jovens e aos adolescentes dependentes de tecnologia, para a elaboração de organizações de ajuda mútua para a recuperação de viciados em intermet. Desse modo, tem-se o desrespeito dos direitos da coletividade e, consequentemente, uma populçao mais vunerável às consequências desse vício, como isolamento social e mal-estar.

Em síntese, para reverter esse panorama, urge a necessidade de mudanças. Portanto, faz-se necessário que as mídias públicas, em parceria com as instituições de ensino, promovam debates elucidativos, com ampla divulgação midiática, com o objetivo de esclarecer a importância do uso consciente das invenções tecnológicas para a construção social do indivíduo, além de estimular a busca pelo tratamento de distúrbios psicológicos em detrimento do uso abusivo da tecnologia. Ademais, cabe também aos órgãos governamentais a formulação de políticas públicas efetivas para a atenuação da dependência tecnológica, por meio da elaboração de grupos de apoios, destinados aos dependentes tecnológicos, combnados com tratamentos terapêuticos. Só assim, será possível solucionar a cegueira social, existente no Brasil.