Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 09/08/2021
Em 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a considerar como doença a dependência digital e a nomofobia, que respectivamente caracterizado como a busca incessante da internet e tecnologia e o medo irracional de estar sem o celular ou aparelho eletrônico no geral. Tal problemática vem afetando em maioria os jovens e adolescentes, devido sua maior exposição a esse meios tecnológicos , comprometendo o seu bem-estar pessoal. Assim esse problema intríseco à sociedade deve ser debatido.
Em primeira análise, a modernização e o avanço dos conhecimentos científicos com o passar dos anos, foram e são essenciais para a sobrevivência humana. Porém, com o mundo modernizado e a facilidade ao acesso a informação ocasionou uma grande mudança nas relações sociais, pois os indíviduos se conectaram de maneira superficial através das mídias sociais estimulando o distanciamento da realidade levando o indivíduo a dependencia emocional do conteúdo digital (Instagram, Whatsapp, Facebook). Dessa forma, compreende-se que os jovens mantém seus prazeres dependentes de tais plataformas, prejudicando ainda mais a saúde psicológica dos mesmos.
Em segunda análise, a pandemia gerada pela Covid-19 levou ao isolamento social global, acentuando o cenário da dependência digital de jovens e adolescentes. Esse distanciamento obrigatório fez com que os jovens recorressem as redes sociais para manter a sua comunicação (com familiares e amigos próximos, manter as aulas no sistema remoto, lazer, etc). Mas com o distanciamente e o uso execessivo a consequência foi um aprofundamento de maneira não saudável ao mundo virtual que também determinou um atraso no desenvolvimento das relações humanas nessa faixa etária formando uma geração marcada por esses estigmas.
Em síntese, para reverter esse panorama, urge a necessidade de mudança. Portanto faz-se necessário que o Ministério da Saúde promova acompanhamento psicológico na rede pública pelo SUS entre os psicólogos, pais e os filhos para discutir sobre a dependência digital. Ademais cabe ao Ministério da Educação propiciar rodas de conversas e palestras em escolas e centros comunitários para conscientizar o público-alvo sobre as consequências, malefícios do uso execissivo da internet e a outras tarefas, meios (lazer, leitura) para conter o vício digital.