Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 09/08/2021

Desde a primeira revolução industrial, no século XVIII, o homem vem se tornando cada mais dependente de máquinas e de novas tecnologias. Atualmente o cenário apenas se comprova quando a necessidade de estar conectado à internet cresceu demasiadamente. Porém o uso ininterrupto de aparelhos eletrônicos e o vício neles gerou principalmente nos jovens diversas consequências maléficas, tais quais falta de atenção, estresse e distúrbios mentais. É indispensável que essa situação seja controlada a fim de aumentar a qualidade de vida da nova geração.

À priori deve-se entender que a humanidade está enfrentando, desde 2020, um cenário pandêmico e para se adpatar a ele, apoderou-se ainda mais de novíssimos aparatos tecnológicos como celulares e computadores de última geração. Mas essa atual conjuntura fez com que as pessoas os utilizassem muito mais e criassem uma grave dependência a eles, principalmente jovens adultos e crianças, onde a pesquisa realizada pelo King’s College London afirma que 23% deles tem uma alta necessidade de estar ao celular. Isso é causado pelo vício que o uso prolongado destes recursos causa, uma vez que o cérebro libera uma substância chamada dopamina, a qual se associa a felicidade, a cada tarefa ou ação gratificante. Percebe-se que é a mesma reação de alguém que usa algum tipo de entorpecente como cocaína.

Ligado a esta resposta cerebral ao uso de aparelhos celulares e computadores, muitas consequências foram geradas tais quais estresse, depressão, ansiedade, níveis reduzidos de atenção e problemas de postura. Em crianças com menos de 3 anos diversas funções cognitivas podem ser atrapalhadas e o convívio social também, que gera um adolescente inseguro, introvertido, depressivo e com ansiedade social de acordo com a OMS (organização mundial da saúde). Em jovens adultos o uso excessivo do celular ocasiona, muitas vezes, a má postura que se não tratada gerará a doença denominada nevralgia que consiste em dor nos nervos. E um termo foi criado para aqueles que não conseguem ficar sem seu celular sem experimentar algum tipo de ansiedade, nomofobia. O estudo publicado pela UFES aponta que 46% dos jovens brasileiros adquiriram essa comorbidade.

Dado o exposto, faz-se necessário que em um esforço mundial, os países com maiores indíces desta grave situação incentivem mais atividades fora de casa e visitas médicas frequentes. Por meio de campanhas e construção de áreas seguras de lazer para que cada vez mais famílias possam aproveitar o ambiente sem estarem conectados a um ambiente virtual. Deve-se também, realizar programas de conscientização sobre o próprio uso das telas para que a população consiga reduzir suas horas diárias nas telas.