Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 09/08/2021
De acordo com o filósofo clássico Aristóteles, sem cultura e sabedoria, nada difere a espécie humana das demais. Todavia, a conjuntura inserida a partir da Revolução Técnico-Científica-Informacional impede que diversos jovens, alienados ao uso de celulares e computadores, desenvolvam suas habilidades sociais e educativas. Nesse sentido, urge compreender as causas e consequências do processo hodierno de dependência digital no meio juvenil.
De início, cumpre destacar que desde o advento das redes sociais, tais quais “Facebook” e “WhatsApp”, os jovens passaram a ter a constante necessidade de comunicar-se e obter informação a todo tempo. Por conseguinte, esses jovens tornar-se-ão, a longo prazo, adultos impacientes e insatisfeitos com as possíveis demandas de tempo dos demais indivíduos em sociedade. De acordo com uma pesquisa da Mobile Ecosystem Forum, o Brasil é o segundo país que mais utiliza o “WhatsApp” no mundo. Desse modo, nota-se que tal cenário relaciona-se diretamente com as graves consequências da alienação digital, como o encurtamento das relações sociais, tornando-as cada vez mais frágeis e superficiais.
Ademais, é certo que a dependência do uso de aparelhos digitais é corroborada pelo meio em que o indivíduo está inserido e sua respectiva finalidade. Em 2011, o governo da Coreia do Sul apresentou um projeto de aproximadamente 2 bilhões de dólares chamado “Educação Inteligente”, que visaria em quatro anos tornar a educação coreana majoritariamente digital. Tal iniciativa evidencia a quais caminhos que o meio digital pode levar, que neste caso são positivos à parcela jovem. Por outro lado, de acordo com uma pesquisa do King’s College, de Londres, 1 em cada 4 jovens está viciado no uso de celular smartphone, o que desencadeia, futuramente, para a construção de uma sociedade caracterizada pela ansiedade – “o mal do século” descrito pelo escritor contemporâneo Augusto Cury. Sendo assim, há em vista que o jovem atual deve ser influenciado a qualquer custo para o uso correto dos meios de internet.
Diante das adversidades supracitadas, é notório que a júvene dependência digital está longe de ser solucionada. Depreende-se, portanto, que os governos federais de cada país, por meio de seus respectivos agentes legislativos, aprovem leis que tornem obrigatória a redução do tempo de uso de aparelhos eletrônicos pela parcela da população em fase de desenvolvimento estudantil e cultural a fim de que esta, por sua vez, opte por atividades em grupo e criativas. Consequentemente, a “cultura e sabedoria” almejadas por Aristóteles serão finalmente alcançadas pelo grupo juvenil.