Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 09/08/2021

A terceira revolução industrial, com seus diversos aprimoramentos na área tecnológica, nitidamente transformou o modo de se relacionar humano. Diante disso, em consonância com os avanços e a progressiva portabilidade dos aparelhos eletrônicos como celulares e computadores, a dependência digital se tornou presente no nosso cotidiano, afetando principalmente os jovens. Seja pela pressão social, seja pela omissão parental, desses fatores emerge um problema complexo que precisa ser resolvido: a dependência digital dos jovens na contemporaneidade.

Em primeira análise, o físico Albert Einstein, no século XX, já destacava que: “tornou-se aterradoramente claro que a nossa tecnologia ultrapassou a nossa humanidade”, citação que descreve perfeitamente um dos desafios referente aos dias atuais. É exemplo disso, dados obtidos por pesquisadores britânicos do King’s College: em que um em cada 4 jovens possuem mantém uma relação de dependência com os dispositivos. Um dos fatores agravantes para está problemática surge em meados dos anos 2000, com o advento das redes sociais, quando a escala social passou a ser medida pelo universo virtual e a necessidade de exposição se tornava essencial. Desse modo, para a refutação gradual do pensamento do físico, são necessárias medidas operantes no que tange ao tema.

Outrossim, paralelamente a falta de informação está a omissão parental na orientação das crianças e dos adolescentes quanto ao contato com o mundo eletrônico. Cabe ainda ressaltar que a depêndencia digital não diz respeito ao uso moderado e favorável da internet e suas tecnologias, mas da necessidade incessante do contato prolongado com estes, onde a ausência dos mesmos pode levar até o mal estar físico e problemas mentais. Nesse contexto, muitos pais e jovens se sentem coagidos frente aos entraves desta mazela, trazendo a pauta o princípio do Espaço Público, da filósofa Hanna Arendt, que defente a completa inclusão dos oprimidos - indíviduos dependentes, neste caso- na teia socia. Dessa maneira, é imprescindível buscar soluções e tornar real e acessivel o princípio da filósofa.

Para trazer à tona a minimização gradual e efetiva dessa emblemática, incumbe ao Ministério da Educação (MEC), junto às instituições escolares, a realização de palestras instrutivas para estudantese e responsáveis no que diz respeito a essa pauta, através de profisisionais especializados no comportamento humano. Uma vez que o absentismo da parte dos responsáveis muito ocorre pela desinformação. Além disso, cabe ainda às escolas, o dever de prestar suporte psicológico acessível para todos que se identificarem no quadro de dependência, a fim de formar indivíduos conscientes e responsáveis no mundo real e no virtual, e finalmente, os recursos proporcionados pela supracitada revolução industrial, não representarão ameaças a sanidade dos cidadãos tupiniquins.