Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 28/08/2021
“A pior cegueira é a mental, que faz com que não reconheçamos o que temos a frente”. A afirmação atribuída ao escritor português José Saramargo, representa facilmente o comportamento da sociedade diante a dependência digital dos jovens na contemporaneidade, já que a falta de reflexão do corpo social garante a invisibilidade desta problemática, que permanece sem resolução. Esse cenário antagônico é fruto de uma negligência governamental, consequentizando em transtornos psicológicos por parte dos jovens brasileiros.
Nessa perspectiva, denuncia-se a indiligência estatal como um dos principais causadores do imbróglio. De acordo com a Carta Magna de 1988 ( importante documento brasileiro), é dever do Estado assegurar o bem-estar a todos. Entretanto, o que se vê no Brasil hodierno é o oposto do que a Carta prega, uma vez que a Constituição não é inteiramente garantida na prática. Nessa perspectiva, ressalta-se a falha governamental na elaboração de programas assistenciais, destinados a jovens viciados em internet. Desse modo, tem-se o desrespeito dos direitos sociais, e consequentemente uma população mais vulnerável as consequências desse vício.
Faz-se oportuno sob um segundo olhar defender os distúrbios psicológicos, como produto de uma negligência estatal. Segundo a pesquisa da estaduniense, Diane Wieland, o uso prolongado de ferramentas digitais promove não só o vício, como também transtornos mentais, como a depressão e a compulsão. Nesse sentido, percebe-se o quanto a dependência tecnológica impacta negativamente a população juvenil no Brasil. Dessa maneira, faz-se urgente a ação estatal em providenciar subterfúgios eficientes, prezando o bem-estar social.
Portanto, são essenciais medidas operantes para a reversão do imbróglio. Para isso compete ao Ministério da Educação em parceria com o setor midiático, investir na conscientização de jovens e adolescentes em relação ao uso responsável dos aparelhos tecnológicos. Tal investimento deverá ser aplicado nas instituições educacionais públicas e privadas, por meio de palestras e campanhas, com a presença de psicólogos, no intuito de que, além de conscientizar o público juvenil, ajude-os a tratar tais distúrbios mentais em detrimento ao uso abusivo da tecnologia. Só assim, será possível solucionar a cegueira social, como no livro de Saramargo, no Brasil.