Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 22/08/2021

De acordo com a Geografia, alguns estudiosos argumentam e defendem o período atual como parte da chamada 4° Revolução Industrial devido ao vasto desenvolvimento tecnológico. Essas tecnologias, no contexto dos jovens, entretanto, apontam para o crescimento de uma dependência digital, cujas causas incluem o desconhecimento e a vulnerabilidade da população diante dos novos aparelhos eletrônicos, o que acarretam prejuízos para a saúde, o desenvolvimento e a socialização do indivíduo. Nesse sentido, fatores de ordem educacional e social caracterizam a problemática.

É importante pontuar, de início, o pouco debate acerca da dependência digital e a falta de dimensão dos malefícios do excesso de horas nos aparelhos eletrônicos por parte da população, visto que essas tecnologias são extremamente recentes na sociedade. Com isso, é possível que diversos jovens sofram desse transtorno e não saibam identificá-lo ou tratá-lo. Essa relação pouco saudável com os celulares, por exemplo, já recebe o nome de nomofobia, ou seja, medo de ficar sem o aparelho móvel. Dessa forma, à luz do filósofo Kant, a educação é essencial para transformar a sociedade.

Outrossim, vale ressaltar os impactos negativos do desenvolvimento desse vício digital como agravante da questão. Nessa conjuntura, os longos períodos de tempo gastos em jogos ou nas redes sociais e a própria dificuldade em parar e encerrar essas atividades geram prejuízos para a saúde como um todo do jovem, desde a saúde mental até a física, uma vez que dificilmente essas pessoas que possuem muita dependência digital realizam atividades físicas regularmente. Ademais, os prejuízos extendem-se para o desenvolvimento e a socialização. Esse último fator pode ser ratificado pela Sociologia, a qual explica o processo de socialização e formação moral dos indivíduos atrelados a instituições sociais como a escola, a família e a igreja, os quais são deixados em segundo plano. Logo, diante do exposto, faz-se mister o combate a esse quadro na contemporaneidade.

É notória, portanto, a relevância de fatores de cunho educacional e social na temática supracitada. Nesse viés, cabe ao Governo, em parceria com a mídia, o papel de promover maior debate e informação para a população acerca dos malefícios do uso exagerado dos aparelhos eletrônicos pelos jovens a fim de possibilitar maior conscientização das pessoas acerca dessas tecnologias. Tal medida pode ser efetivada por meio de anúncios e propagandas nos principais meios de comunicação. Além disso, é fundamental que a escola também crie um espaço de engajamento a respeito da dependência digital, seus sintomas e como tratá-la. Essa proposta pode ser realizada a partir de debates em sala de aula, palestras e trabalhos dinâmicos. Poder-se-á, assim, combater o problema e proporcionar o melhor desfrute da 4° Revolução Industrial pela juventude.