Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 27/08/2021
Segundo Albert Einstein, cientista alemão, “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade.”, uma afirmação que se torna cada vez mais verídica com o aumento da dependência digital dos jovens conforme o passar dos anos. Contudo, a cada dia é mais comum que os futuros adultos do mundo se acostumem ao uso excessivo da tecnologia. Neste meio, umas das principais causas é o sentimento de solidão no meio social e uma forma de escapar de seus problemas, sendo também uma das consequências o baixo rendimento escolar.
Considerando o cenário mundial, é notório que todos buscaram se acostumar com o contato limitado de pessoas, em grande parte resumido à família, o que afetou no crescimento de casos de solidão e problemas familiares entre adolescentes. Logicamente, quando se é socialmente ativo, é grande o risco de se tornar solitário ao ser isolado, mas como forma de “integração social”, as redes sociais e jogos online são as principais soluções para jovens e, em alguns casos, o passatempo acaba virando um vício, fazendo com que eles não tenham mais controle sobre o uso de aparelhos digitais, podendo piorar gradativamente. Em comprovação, foi registrado, em 2013, a morte de um rapaz de 18 anos após passar cerca de 40 horas jogando Diablo 3, em Taiwan, além de outros casos já relatados. Sendo assim, é notável o tempo gasto nestes meios pode começar como um simples detalhe e rapidamente ser um grande inimigo do indivíduo. Obviamente, toda causa terá uma consequência, e a de tal problema está relacionada ao comprometimento com a escola e aos possíveis distúrbios que afetará essa faixa etária. Devido a dedicarem grande parte do seu dia a esses entretenimentos, é fácil do foco nos estudos ser desviado e provocar baixo rendimento na maior parte dos alunos, mas o maior desafio é o desenvolvimento de doenças (como déficit de atenção, pânico e xerostomia), resultado do longo período de isolamento social em que muitos assistiam videoaula e jogavam ou passavam o tempo em bate-papos, tendo até mesmo aqueles que não participavam das aulas. Todos esses fatores estão relacionados à forma como organização seu tempo em meio a tecnologia e ao processo para se readaptarem ao “antigo normal”.
Em vista dos fatos apresentados, é improrrogável a busca por uma solução à dependência digital dos jovens. Nesse intuito, os pais poderiam impor limites aos seus filhos, explicando o porquê de estarem fazendo isso e, juntamente a eles, as escolas deveriam elaborar projetos para apontar os sintomas desse vício, para os alunos se autoavaliarem, e algumas soluções, que serão apresentadas também aos adultos. Somente assim, será possível discordar com a afirmação de Albert Einstein e a sociedade ser superior às tecnologias.