Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 07/09/2021
Nos anos 90, a internet foi disponibilizada ao público geral e rapidamente se popularizou, fazendo com que, hoje em dia, seja muito difícil imaginar como seria a sociedade sem ela. Nesse âmbito, as últimas gerações nasceram e cresceram no mundo conectado e, por isso, são altamente dependentes da tecnologia. Todavia, o vício em aparelhos digitais é extremamente prejudicial ao desenvolvimento de outras atividades que estão fora desse universo online, atrapalhando a sociabilidade e a aprendizagem de inúmeras habilidades.
Primeiramente, é fato que a integração ao meio digitalizado é indispensável para a realização de diversas funções que estão apenas disponíveis na internet. Isso se deve a presença de serviços como bancos exclusivamente digitais, portais de notícias atualizados instantaneamente e a rapidez de comunicação entre pessoas - independemente das distâncias geográficas entre elas-, por exemplo. Logo, é praticamente fundamental estar sempre conectado, pois tais facilidades já estão impregnadas no cotidiano da população globalizada.
Ainda assim, há inúmeros problemas causados pela utilização desmasiada das tecnologias, afetando não só o indivíduo, mas a coletividade em geral. Sob essa óptica, o filósofo e sociólogo norte-americano Noam Chomsky atribui à difusão da internet e à outras inovações contemporâneas a mudança da percepção coletiva sobre as interações sociais, pois o contato presencial foi trocado por diálogos virtuais, sem fortalecimento de laços, representando um isolamento que é, muitas vezes, imperceptível para a maioria. Sendo assim, acredita-se, erroneamente, que essas inúmeras relações superficiais substituem as que existem na “vida real”, dissolvendo, gradativamente, o conceito de comunidade.
Portanto, tal dependência tecnológica pode ser muito negativa quando em excesso, devendo os usuários diminuirem essa sujeição. Por isso, cabe às escolas de ensino básico a adoção de aulas em período integral oferecendo, além das matérias regulares, oficinas que desenvolvam habilidades como música, artes, mecânica, oratória e marcenaria, estimulando as atuais e próximas gerações a desapegarem parcialmente dos aparelhos digitais para realizarem essas práticas manuais e aprenderem a se divertir com elas. Por fim, cabe às autoridades municipais realizarem regularmente eventos ao ar livre como feiras de artesanato, culinária que sejam atrativos para a população se desconectar e desenvolver uma vida social propiamente dita.