Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 08/09/2021
“Na infância bastava sol lá fora e o resto se resolvia”. Nesse verso citado pelo poeta Fabrício Carpinejar, nota-se uma grande ironia da vida. Pois, as crianças e jovens da atualidade preferem trocar um belo dia de sol para aproveitar, pela viciante tela do video game, da televisão ou do computador. Nesse viés, urge, que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse, que é causado não só por fatores sociais, mas também por razões relacionadas a saúde.
Sob essa perspectiva, vale salientar, que o aumento no uso da tecnologia está muitas das vezes relacionadas à causas de cunho social, como por exemplo, o uso aderido em prol do trabalho ou educação, já que com a expansão crescente da tecnologia no mundo, jovens que trabalham e estudam precisam estar frequentemente reféns do âmbito digital, já que no século XXI, tudo gira em torno da tecnologia. Segundo o professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), a tecnologia estar muito presente no cotidiano dos jovens e, por isso, nem tudo pode ser considerado vício. Porém, o uso desenfreado, pode gerar jovens cada vez mais dependentes.
Ademais, a dependência digital pode estar atrelada a problemas de saúde e de cunho psicológico, como a depressão e a ansiedade. Pois, muitos jovens acometidos pelas doenças citadas, vêem o uso excessivo da internet como uma válvula de escape, já que não conseguem externar seus sentimentos. De acordo com o Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre o comércio e desenvolvimento, o Brasil tem 120 milhões de usuários de internet, e embora dado não revele a quantidade de usuários viciados, os estudos dão pistas sobre a probabilidade do problema ser enraizado no Brasil.
De acordo com os dados mencionados, é fulcral que ações sejam tomadas para reverter essa situação no país. Dessa forma, o Governo federal em consonância com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve desenvolver um sistema tecnológico brasileiro, com o objetivo de computar e informar o tempo de acesso nas plataformas digitais. Além disso, o Ministério da Educação, deve realizar palestras nos centros educacionais do país, realizados por psicólogos, com finalidade de informar pais e docentes sobre o vício nos aplicativos digitais e as causas por trás disso. Com essas ações, o óbice poderá ser resolvido.