Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 23/09/2021
A Constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6, o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a dependência digital dos jovens na contemporaneidade, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. O problema é que, muitos brasileiros, notaram na internet, um meio para distrair-se de uma realidade conturbada.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o afastamento da vida social, em certa parte decorrente do vício em smartphones e notebooks. Nesse sentido, o país fica sobrecarregado em ver métodos para solucionar tais problemas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, pois verificando-se cada vez mais pessoas se isolando em suas casas e apartamentos, haverá ainda mais casos de suicídio e depressão no Brasil.
Ademais, vale ressaltar que, o psicólogo Gilberto Godoy afirma, “As contingências da pandemia criaram novos hábitos, e formas de relacionamento diferentes”. Segundo o psicólogo, para conter o vício na internet, é preciso reconhecer a existência do problema, e buscar ajuda profissional. “Apesar de muitas pessoas não sentirem os efeitos a curto prazo, o vício tecnológico pode gerar problemas no futuro”.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo do Brasil e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), por intermédio de palestras online com especialistas da área e campanhas em programas de televisão, mostrem situações de pessoas recuperadas desta dependência, a fim de amenizar os problemas causados pelo vício em tecnologia. Assim, se consolidará uma sociedade mais consciente, onde o Estado desempenha corretamente o seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.