Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 23/09/2021

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à igualdade jurídica como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa as causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais como impulsionadora do embaraço, conforme ressalta a Carta Magna de 1988, quanto ao bem-estar como direito fundamental social. Em contrapartida, atualmente, o princípio determinado pela Constituição não é inteiramente garantido na prática. Nessa perspectiva, ressalta-se o falho gerenciamento dos recursos públicos, que impossibilita a elaboração de programas assistenciais, destinados aos jovens e aos adolescentes dependentes de tecnologia, para a elaboração de organizações de ajuda mútua para a recuperação de viciados em internet.

Ademais, é fundamental apontar o alto índice de transtornos psicológicos durante a juventude como consequência da problemática no Brasil. É factível que a Revolução Técnico-Científica tenha transformado os mais diversos setores do mundo. Nesse ínterim, destaca-se o surgimento da internet, que possibilitou o acesso à informação em escala global. Dessa maneira, nota-se, por exemplo, na população juvenil, o escapismo dos sintomas angustiantes dos distúrbios psíquicos, como depressão e fobia social, por meio do uso abusivo dos artefatos tecnológicos, que são cada vez mais numerosos, conforme  relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, que constata que o Brasil tem 150 milhões de usuários de internet. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo, em parceria com às instituições de ensino e mídias públicas, promovam debates elucidativos, com ampla divulgação midiática, a fim de esclarecer a importância do uso consciente das invenções tecnológicas para a construção social do indivíduo, além de estimular a busca pelo tratamento de distúrbios psicológicos em detrimento do uso abusivo da tecnologia. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.