Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 23/09/2021
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê, em seu Artigo 5º, a igualdade jurídica sem distinção de qualquer natureza, o que garante o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se concretizado efetivamente, à medida que se verificam as causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade. Nesse sentido, os problemas persistem devido à preponderância da falta de empatia e à negligência estatal, dificultando a universalização desse fundamental direito social.
Em uma primeira análise, deve-se salientar que as causas da dependência digital dos jovens na contemporaneidade se caracterizam por um fenômeno provocado pela parca quantidade de tempo livre dos familiares, onerada pela postura frenética na vida moderna, capaz de limitar o exercício da empatia na sociedade brasileira. De acordo com Immanuel Kant – filósofo prussiano - os indivíduos devem agir conforme o dever moralmente correto, o qual leva em consideração a existência do outro e cria uma lei universal. Entretanto, esse princípio, denominado imperativo categórico, não é plenamente executado no Brasil, visto que a dependência digital, bem como seus fatores causadores contradiz a moral de respeito ao papel da família como instituição básica. Assim, esse entrave precisa ser superado.
Em uma segunda análise, vale destacar que o descaso estatal frente a essas questões sociais prejudica demasiadamente o desenvolvimento sadio dos jovens brasileiros, uma vez que o meio on-line se transforma em um vício. Conforme explicitado pelo King’s College de Londres, cerca de 77% da população de jovens não apresenta um vício significativo concernente ao mundo digital, o que pontua uma larga parcela de indivíduos que dependem constantemente desse meio. Tal alarmante dado expõe a imensurável ineficácia das entidades públicas que atuam diretamente nestes estigmas, uma vez que as políticas sociais destinadas à resolução dessa determinada problemática não são cumpridas efetivamente. Acerca disso, é pertinente afirmar que essa inércia estatal contribui com a manutenção da dependência digital de jovens.
Destarte, torna-se imprescindível a adoção de medidas a fim de solidificar políticas que visem ao combate da dependência digital. Deste modo, o Ministério da Educação, deve, por meio de verbas públicas, intervir na realização de campanhas midiático-digitais, com o intuito de formar os jovens e informar aos cidadãos quanto à importância do comportamento empático para com todos, o que pontua a consolidação do imperativo categórico, em cumprimento do papel das instituições públicas. Dessa forma, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.