Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 04/10/2021

No documentário “O dilema das redes”, é retratado os problemas que os meios digitais podem causar na saúde mental e física dos indivíduos. Nele, os especialistas explicam como os algoritmos são moldados para agradar os usuários e as consequências da dependência digital. Fora das telas, de maneira análoga, os jovens da contemporaneidade utilizam cada vez mais as redes sociais de modo indiscriminado seja para entretenimento, forma de escapismo ou para comunicar com os amigos. Sob esse viés, isso ocorre não só pela a ausência de uma iniciativa do Estado para controlar o uso abusivo das tecnologias informativas, mas também devido à naturalização do uso da internet entre o público infanto-juvenil pelos adultos.

Diante desse cenário, é relevante abordar a inoperância estatal como um dos potencializadores do entrave. Com a comercialização das redes na década de 80 pelos Estados Unidos, os meios digitais tornaram-se um fenômeno na sociedade - principalmente entre os jovens - . Entretanto, com o avanço da tecnologia, há também a ascensão de novos termos como a “nomofobia”, que é o medo irracional de ficar sem o aparelho móvel e comportamentos relacionados à ela, sendo os mais comum o vício e pânico. Nesse sentido, a falta de iniciativas por parte das autoridades executivas para controlar o uso excessivo dos meios tecnológicos entre os jovens - seja com a criação de leis ou campanhas de conscientização - contribui para a formação de adolescentes prejudicados mentalmente e fisicamente, pois a hiperconectividade acarreta consequências como: isolamento, ansiedade e dificuldades de interação fora das telas.

Outrossim, a adoção natural a exposição das crianças à rede é uma das causas a serem resolvidas. Segundo os dados da revista norte-americana “The Lancet Child & Adolescent Health”, crianças que ficam menos tempo expostas as telas apresentam melhor desempenho cognitivo e menos chances de desenvolverem obesidade. Nessa perspectiva, com a facilidade de acesso à informação rápida, os infantos passam a explorar um universo que apresenta oportunidades e riscos. Dessa forma, é imprescíndivel a conscientização por parte dos responsáveis sobre a quantidade de horas recomendável e o que o filho consome no meio digital.

Infere-se, portanto, que a dependência digital dos jovens é um grande desafio na contemporaneidade. Sendo assim, o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve criar leis que têm como objetivo estabelecer o limite de horas expostas às redes entre os menores de idade. Ademais, o Ministério da Educação necessita de incluir debates acerca do tema nas escolas com a ajuda de profissionais da saúde para discutir sobre os possíveis casos e soluções.