Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 14/10/2021
A dependência, ou seja, a subordinação aos altos níveis de dopamina que alguma coisa ou situação pode oferecer, pode ser classificada como um vício. Destarte, esse evento vem ficado cada vez mais acentuado na conjuntura social jovem, manifestando-se com a sujeição cibernética, sobretudo, em razão da falta de orientação e exemplo parental, gerando adolescentes depressivos. Dessa maneira, é inconcebível que tal cenário continue a se perpetuar na sociedade, merecendo mais atenção.
Antes de mais nada, a “subordinação aos próprios desejos”, de certo modo, sempre foi presente no “sangue do jovem” de todas as épocas. No século XVI, por exemplo, os adolescentes possuíam vício em ler novelas de cavaleria, gênero de livro muito famoso daquele tempo. Teresa d’Ávila, uma escritora espanhola que viveu durante esse período, conta, em seus manuscritos autobiográficos, “O Livro da Vida” que, vendo sua mãe entregue à leitura daqueles romances cavaleirescos, com tanto mais empenho se dedicou a lê-los que, deles, passou a a depender seu ânimo, Da mesma maneira, ocorre hoje em dia o uso da tecnologia pelos os pequenos usuários, explicando o porquê de possuirmos 89% das crianças e jovens utilizando a internet, como demonstra dados da Mobile Time. Por conseguinte, conclui-se a importância não somente de os pais orientarem seus filhos acerca do tempo que dedicam aos aparelhos tecnológicos, como também de lhes dar o exemplo.
Outrossim, ao salientar a dependência lúdica das novelas de cavalaria que tinha a autora espanhola, esse quadro também é notório nos dias atuais quando comparado à “nomofobia”, termo oriundo do inglês que significa o pânico de ficar sem celular. Assim demonstram pesquisas da SecurEnvoy, indicando que essa síndrome antige 77% dos jovens, Dentre os sintomas, podemos destacar a depressão, como ainda nos revela os dados da citada empresa inglesa. Logo, vê-se a capacidade do vício cibernético em gerar adolescentes depressivos.
Dado o exposto, conclui-se o dever que têm o Estado de promover através dos meios de comunicação, anúncios em outdoors, planfletos e demais formas de propaganda de alertar os pais quanto a sua obrigação em instruir e dar o exemplo a seus filhos acerca do tempo gasto com aparelhos digitais, fazendo com que fiquem mais conscientes de sua influência sobre seus pupilos. Por conseguinte, aos adolescentes, deve-se oferecer atendimento pscicológico promovidos pelo governo local nas escolas, a fim de acolher e auxiliar os que já possuem o vício e lecionar os demais sobre o perigo da dependência cibernética. Dessa maneira, geraremos pais responsáveis com seu comportamento que ofereçam melhores instruções para seus filhos e jovens felizes, livres da subordinação lúdica à tecnologia.