Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 16/10/2021
A prisão de dopamina
A frase “a tecnologia move o mundo” do fundador da Apple, Steve Jobs, ressalta o seu pensamento sobre a capacidade da internet de transforma a sociedade. No entanto, tal ferramente que deveria ser utilizada pelos jovens para o desenvolvimento e para a democratização da informação, transformou-se em uma prisão psicológica, na qual o indivíduo possui dificuldade de sair. Com efeito, evidencia-se que a dependência digital dos jovens na contemporaneidade, que persiste influenciada pela falta de controle do uso dos aparelhos, o que resulta em sérias consequências.
Convém ressaltar, a princípio, que as crianças são apresentadas aos aparelhos eletrônicos e à internet prematuramente. Nesse sentido, segundo dados da pesquisa Tick Kids Online Brasil, 75,7% da popoulação entre 9 a 17 anos já utilizam redes sociais. Sob essa lógica, atividade recriativas tradicionais, como amarelinha, pega-pega e bicicleta estão cada vez mais raras, uma vez que os brinquedos favorito da modernidade são os celulares e computadores, visto a facilidade de encontrar a qualquer segundo algo para assistir, jogar ou ler. No entanto, por conta desses altos estimulos causados por essa facilidade, sair das tela e ir para o mundo real provoca tédio, ansiedade e, consequentemente, o desejo de voltar para a internet, caracterizando a dependência digital.
Ademais, vale ressaltar, também, o prejuízo no desenvolvimento social do jovens como consequência do uso demasiado da tecnologia. Sob essa perspectiva, o incontrole do uso da internet provoca problemas sérios quanto ao desenvolvimento afetivo, cognitivo e social, uma vez que substituem amigos e jogos reais pelos virtuais. Dessa forma, o adolescente é impedido muitas vezes de expressar seus sentimentos, aflições e desejos por meio do mundo real, isolando-se em seu quarto, satisfazendo-se com a prisão imposta na vida virtual.
Logo, é evidente que medidas são necessárias para alterar esse cenário. Portanto, é preciso que o Ministério da Educação, juntamente com os psicólogos e os professores, desenvolva projetos extradisciplinares nas escolas, por meio de jogos, “workshops” e palestras com os profissionais na área da saúde mental, que salientem as causas e as consequências do uso demasiado da tecnologia. Além disso, tais eventos devem contar com a presença dos pais e responsáveis dos alunos, a fim de incentavá-los a monitorar melhor a relação dos filhos com as telas, buscando trocar o tempo de uso da internet por atividades mais saudáveis, como brincar e socializar com os demais adolescentes. Assim, será possível libertar os jovens dessa prisão que impede o desenvolvimento adequado deles.