Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 04/11/2021

Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, o problema não é consumir, mas sim o desejo incontrolável de continuar consumindo. Essa citação pode ser observada a partir da dependência digital dos jovens contemporâneos, a qual, apesar de a tecnologia integrar uma ferramenta importante para as relações sociais, seu uso desmedido é capaz de causar sérios prejuízos à saúde física e mental dos seus desfrutadores. Dessa maneira, é válido analisar as causas e as consequências da submissão às redes digitais dos jovens na contemporaneidade.

Em primeiro lugar, é crucial pontuar as motivações para essa subordinação. Sobre isso, a sensação de prazer quando conectados à internet é uma característica marcante dos jovens da atualidade, segundo pesquisas do site “correiobraziliense.com.br”. Além disso, a falta de discussão, em escolas e no ambiente familiar, de como utilizar de forma saudável as ferramentas tecnológicas e a sensação de escapismo da realidade, fomentado pelas redes digitais são fatores capazes de propulsionar essa dependência. Logo, é perceptível a aplicação da fala de Einsten, o qual pontuou que a tecnologia ultrapassou a nossa humanidade.

Por conseguinte, graves são as consequências provindas desse vício. Entre elas, distúrbios causados por movimentos repetitivos, como a tendinite, são os mais comuns. Outrossim, problemas mentais, como ansiedade e depressão, ocasionados pelo isolamento do indivíduo e a autocobrança em seguir os padrões difundidos pelas redes sociais também são comumente encontrados. Por fim, a falta de programas assintenciais, destinados aos dependentes tecnológicos, impedem a possibilidade de transformação desse cenário caótico, que compromete o bem-estar físico e mental dos afetados.  Desse modo, é notória a subversão do princípio da Carta Magna, de 1988, o qual garante o bem-estar como direito social fundamental.

Portanto, medidas são necessárias para transformar o panorama hodierno de dependência digital dos jovens. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde e à Organização Mundial da Saúde (OMS) a criação de campanhas que alertem sobre os riscos desse vício e garantam tratamento para os já afetados. A campanha deve ser divulgada nos canais televisivos e nas redes sociais, mostrando, a partir de médicos, dados que mostrem os riscos à saúde que essa submissão pode ocasionar. O tratamento deve ser feito a partir de pesquisas que identifiquem essas pessoas afetadas e, a partir de profissionais da saúde e psicólogos, possam promover a reabilitação desses indivíduos. Só assim o bem-estar será, de fato, um direito social imprescindível.