Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 09/11/2021

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse fragmento da poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que uma sociedade encontrou com problemas em sua jornada. Prova disso, é a dependência digital entre os jovens na contemporaneidade presente, fazendo-se revés no Brasil. Ademais, tendo em vista que tal entrave propicia apenas prejuízos na vida desses jovens, como a ansiedade e o isolamento social, faz-se mister uma reflexão e medidas que podem combatê-la.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que uma sociedade contemporânea vive na chamada “Era Digital”, onde para se estar inserido no meio coletivo você deve estar “estar conectado”, ou seja, o indivíduo tem como uma obrigação nesse meio, a fim de evitar sua exclusão social. Entretanto, os jovens brasileiros, muitas vezes ingênuos acabam entrando nesse emaranhado do “mundo em rede” e esquecem a porta de saída. Fato este, que viabiliza a permanência desse infortúnio, ocasionando adversidade nesta nação. De acordo com o filosofo Platão “o importante não é viver, mas viver bem”, no entanto, segundo a Organização Mundial da Saúde cerca de 176 milhões de dependentes digitais estão presentes no mundo. Desse modo, é inquestionável que estar em conformidade com Platão têm se tornado um empecilho.

Consequentemente, transtornos de ansiedade, isolamento social e sedentarismo são apresentados como corolário do problema. No filme Vidareal.com, por exemplo, mostra como as crianças são frágeis e ativamente influenciados no meio em rede, ocasionando a alienação afetando sua saúde física e psicológica; visto que, que o mundo real cai em detrimento conforme o mundo virtual torna acessível e cada vez mais interessante. Logo, é indubitável que a passividade dos pais, a falta de conscientização e a ingenuidade, auxilia na manutenção do óbice, contribuindo para a perpetuação desse quadro deletério.

Portanto, medidas são necessárias para a resolução desse impasse. Para a dependência digital nos adolescentes, urge que o Ministério da Tecnologia, Ciência e Inovação em parceria com o Ministério da Educação implemente, por meio de incentivos fiscais, um programa de educação digital nas escolas. Com intuito de educar e precaver seus jovens para navegar nesse mar que uma internet oferece de forma consciente e segura. Além disso, através de campanhas publicitárias devem instigar o debate sobre o vício digital, de modo a conscientizar os pais e responsáveis ​​sobre a gravidade dessa situação. Pois, talvez assim, seja possível retirar essa pedra do caminho e seguir em frente.