Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 09/11/2021
O jornalista Gilberto Dimenstein, ao produzir a obra “Cidadão de Papel”, afirmou que a consolidação de uma sociedade democrática exige uma garantia dos direitos fundamentais de um povo. No entanto, ao observar que a dependência digital dos jovens na contemporaneidade tem causa e consequências, que são recorrentes na vida dos cidadãos, constata-se que esse benefício não tem sido pragmaticamente assegurado. Com efeito, é necessário enunciar a ausência de leis governamentais e a falta de informações como pilares essenciais da chaga.
Primariamente, vale ressaltar a escassez de ações governamentais como promotora do problema da dependência digital. De acordo com Nicolau Maquiavel, no livro “O Príncipe”, para se manter no poder, os governantes devem operar em busca do bem universal. Conquanto, percebe-se que, no território nacional, há uma recorrência de refugiados, tal qual a situação precária das áreas de lazer gratuitas, que atrapalham o combate ao vício eletrônico de adolescentes no país, já que o Estado não garante verbas decentes destinadas aos parques públicos. Logo, discorrer criticamente acerca dessa problemática é o primeiro passo para a consolidação de um País equânime.
Ademais, é cabível pontuar que a carência de informações divulgadas por parte dos meios de comunicação social influencia na persistência do impasse. Nesse sentido, é lícito referenciar o filósofo grego Platão, que em sua obra “A República”, narrou o intitulado “Mito da Caverna”, no qual homens, acorrentados em uma caverna, viam somente sombras na parede, acreditando, portanto, que aquilo era a realidade das coisas. Dessa forma, é notório, que, em situação análoga à metáfora abordada, os brasileiros, sem acesso aos conhecimentos acerca da dependência digital, vivem na escuridão, isto é, ignorância, gerando atitudes equivocadas. Assim, medidas precisam ser adotadas com o propósito de atenuar o revés.
Portanto, o debate acerca das causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade é imprescindível para garantir um nível de qualidade de vida satisfatório. Destarte, é imperativo que o Ministério dos Direitos Humanos - órgão máximo regulador dos direitos no país - agregue planos de desenvolvimento de pólos de lazer retorno às empresas do ramo, por apoio financeiro, para que os empresários entrem em contato com a problemática, de modo a garantir o lazer dos adolescentes viciados e dependentes dos meios eletrônicos. Além disso, urge que a mídia conceda espaço para a propagação do assunto, com o objetivo de conscientizar seus consumidores. Feito isso, uma sociedade brasileira deixará de ser uma comunidade de papel, como enfatizou Dimenstein.