Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 24/06/2022
Em meados da década de 70, com o surgimento da internet, a tecnologia era apenas disponibilizada para uso cientifíco, ou cidadãos da alta classe. De maneira análoga a isso, com as revoluções tecnológicas, houve o barateamento da internet, tornando-a mais acessível para as camadas sub-desenvolvidas da sociedade, assim alimentando o vício. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a democratização tecnológica e a dissolução das relações sociais.
A priori, evidencia-se como a popularização da internet decorrida nas últimas décadas entre a juventude, é inegável para o desenvolvimento social e educacional, porém gera alienação. Sob essa ótica, de acordo com um estudo britânico, uma pesquisa realizada com 42 mil jovens usuários de tecnologia apontou que 23% deles são dependentes. Dessa forma, conforme as tecnologias são apresentadas sem que transcorra algum limite para sua utilização, o uso abusivo dos meios digitais será uma realidade cada vez mais presente na sociedade atual.
Além disso, é notório, que a modernização tornou tudo virtual, até as interações sociais, mesmo longe todos estão conectados pela internet, tornando desnecessário a mobilização. Desse modo, uma ilustração disto é o conceito criado pelo sociólogo, Zygmunt Bauman, a “modernidade líquida”, a qual as relações sociais estruturam-se por meio das conexões virtuais, por conseguinte gera-se uma necessidade do uso frequente dos meios digitais. Consoante a isso, aparece cada vez mais casos de nomofobia - síndrome na qual o indíviduo tem medo de ficar sem o celular-, depressão, ansiedade social, entres outros tipos de transtornos mentais, por conta do desequílibrio químico fomentado a partir do vício.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o uso demasiado de dispositivos eletrônicos na sociedade contemporânea. Dessa maneira, cabe ao Ministério de Educação juntamente com o Ministério da Saúde, introduzir nos institutos educacionais formas de ensino menos virtuais, trabalhando as relações sociais, além da implementação de palestras conscientizando os jovens sobre o perigo do vício digital, por meio do investimento das verbas públicas na educação e saúde da futura geração, a fim de que ocorra a desalineação dos jovens do meio virtual, e a conexão maior com o mundo “real”.