Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 20/06/2022

O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, no Brasil contemporâneo, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pela dependência digital é, amiudadamente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e problemas psíquicos.

A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa a adicção digital. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descreve como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Sob essa ótica, devido à baixa atuação das autoridades, não são passadas as devidas informações acerca o vício em celular e, com isso, parte considerável da população encontra-se desinformada e dependente dos “Smatphones”. Nessa perspectiva, para a completa refutação da teoria do estudioso polonês e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Ademais, é igualmente preciso apontar os problemas psíquicos como outro fator que contribui para a manutenção das consequências da dependência digital. Posto isso, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 720 milhões de pessoas sofrem com doenças mentais em todo o mundo - cerca de 10% de toda a população mundial. Diante de tal exposto, é notório que os aparelhos digitais são um dos principais causadores desse enorme número, já que, o uso abusivo dos smartphones pode gerar transtornos psíquicos, como ansiedade e depressão. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar as consequências da dependência digital. Dessarte, a fim do vício, é preciso que o Ministério da Educação – por intermédio de palestras – ensine que o vício é prejudicial tanto para a saúde, quanto para o futuro  dos jovens. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.