Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade

Enviada em 21/08/2022

Na série “Alice in Borderland”, o personagem Arisu é viciado em videogames e dependente da tecnologia, ao ponto de não trabalhar nem estudar mais. Nesse sentido, de forma análoga, a reali-dade brasileira vai ao encontro da que fora apresentada na série, dado que, diversos jovens sofrem com a dependência digital. Desse modo, torna-se urgente debater, respectivamente, a principal cau-sa e consequência dessa problemática: a desinformação e os déficits cognitivos.

Diante desse cenário, é pertinente afirmar que a falta informação é uma impulsionadora do vício em tercnologia. Sobre isso, segundo o Manual da Psiquiatria Clínica, a consciência acerca de deter-minado perigo é um fator determinante para que um indivíduo possa combatê-lo em sua vida, es-pecialmente em casos de dependências. Nota-se, todavia, que parte considerável da população des-conhece os potenciais efeitos nocivos e adictivos causados pelo uso abusivo de aparatos digitais, devido à baixa propagação de informação sobre esse tema. Como impacto, uma parte do povo en-contra-se viciada, especialmente a juventude - por ser a grande massa dos usuários. Com isso, fica exposta a diligência em resolver esse transtorno.

Ademais, é lícito postular os problemas cognitivos como sequelas do vício digital. A respeito disso, é evidente que os jovens dependentes da tecnologia são mais vulneráveis e propensos a desenvol-verem déficits neuronais e dificuldade no raciocínio, pois o uso exacerbado de telas é um dos cau-sadores da falta de concentração e capacidade lógica. Isso ocorre devido ao desequilíbrio no siste-ma de recompensa cerebral, no qual os níveis de receptores são reduzidos e enfraquecidos. A res-peito dessa premissa, isso é comprovado pela neurocientista e escritora Maryanne Wolf, no livro “O Cérebro no Mundo Digital”, no qual é explicado os impactos do exagero das telas no cérebro huma-no.

Infere-se, portanto, a urgência em sanar a dependência digital contemporânea da juventude. Des-sa forma, a mídia, grande meio de comunicação de massa, deve realizar campanhas informativas sobre o uso desenfreado da tecnologia, por meio de ficção engajada, charges e vídeos informado-res, a fim de que a população tenha conhecimento do tema e fique livre da dependência digital. Ou-trossim, cabe à escola - responsável pela formação do pensamento crítico - realizar palestras nas ins-tituições escolares, por meio da contratação de profissionais acerca do tema, com o fito de evi-tar que os jovens se tornem viciados e preservar a capacidade cognitiva deles. Destarte, a popula-ção brasileira ficará informada e livre da dependência digital.