Causas e consequências da dependência digital dos jovens na contemporaneidade
Enviada em 12/05/2024
Desbloquear o aparelho, conferir se há novas notificações, bloqueá-lo e aguardar alguns minutos para repetir o processo. Eis a problemática rotina de jovens adictos à tecnologia, que pode leva-los , inclusive, à privação do sono. Essa perigosa dependência digital baseia-se no caráter personalizável do âmbito virtual, e resulta na alienação do indivíduo do seu entorno socioespacial. Desse modo, é essencial discutir o quadro da dependência tecnológica dos jovens na contemporaneidade, pois a juventude não deve ser vivenciada apenas virtualmente.
Nesse sentido, de modo análogo ao escritor que emprega a prosopopeia para personificar seres não humanos em suas produções literárias, o jovem confere às suas páginas as suas singularidades, almejando encontrar outras pessoas que compactuem com os seus valores. Torna-se claro, assim, quão cômodo é nutrir o vício pelo universo digital, uma vez que ele é constituído por uma realidade filtrada por interesses particulares e regida pelo próprio indivíduo.
Em resposta a esse caso, o menor torna-se alheio tanto ao espaço físico quanto aos vínculos sociais do seu entorno. Nessa perspectiva, segundo dados da pesquisa “Global Digital Overview 2020” realizada pelo site We Are Social, um ser humano fica conectado, em média, 6 horas e 43 minutos por dia. Isso significa que, por ano, mais de 100 dias são destinados ao uso da internet. Diante disso, é inquestionável o impacto da utilização desmedida desse recurso sobre a realização de importantes atividades socioespaciais, como diálogos familiares, exercícios ao ar livre, prática de esportes, trabalhos escolares, entre outros. Infere-se, portanto, a importância da discussão acerca da dependência digital dos jovens contemporâneos.
Sendo assim, é importante que as escolas abordem aos seus alunos a necessidade de controlar o acesso ao mundo virtual, por meio de palestras e atividades lúdicas que explorem o prazer e a importância de experiências não virtuais, com o fito de conscientizá-los a respeito dos limites que devem ser impostos à utilização das ferramentas digitais.