Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 07/11/2025
Desde a antiguidade, jogos de azar eram bastante populares entre a sociedade romana, mas, por causarem uma grande onda de endividamento, desordem social e dependência, foram proibidos. Hoje, no Brasil e no mundo, as consequências do vício em jogos de apostas, principalmente on-line, afetam significativamente a sociedade. Portanto, infere-se que as causas desse distúrbio têm raízes em fatores biológicos e influência social.
Em primeiro plano, é válido afirmar que todo vício é causado por um desequilíbrio no funcionamento cerebral. A dopamina, um neurotransmissor de grande importância no sistema de recompensa do cérebro, é responsável por sinalizar que algo é prazeroso e vale a pena ser repetido. Visto isso, pessoas que adquiriram um comportamento viciante, como ganhar uma aposta, possuem uma liberação de dopamina muito maior do que em atividades normais, resultando em uma sensação de euforia e excitação. Consequentemente, o praticante dos jogos de azar fica ‘‘preso’’ em um ciclo vicioso.
Ademais, o ciclo social que o indivíduo está inserido tem um enorme potencial de influenciá-lo a aderir ao hábito de apostar. Com o surgimento da internet e das redes sociais, a quantidade de apostadores ao redor do mundo aumentou drasticamente, tendo em vista a publicidade massiva que é feita por influenciadores digitais, e pelas próprias casas de aposta, e a normalização dessa atividade que é tão prejudicial à sociedade. Segundo dados da UOL, 7,5 milhões de brasileiros comprometeram a renda com bets em 2024, sendo a população de baixa renda a mais afetada. Tendo isso em vista, é possível notar a gravidade que o hábito de apostar representa.
Medidas, portanto, tornam-se necessárias para resolver pragmaticamente o problema do vício em jogos de aposta. Desse modo, o Governo Federal, juntamente com o Ministério de Educação, deve investir em campanhas educativas e palestras de conscientização sobre a ludopatia em escolas de todo o país, do ensino fundamental ao médio. Com isso, será possível criar uma cultura de uso consciente da internet e do dinheiro.