Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 28/08/2026
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6° o direito à saúde, como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado quando se observa o aumento de casos de dependência em jogos de apostas on-line, enfatizando suas causas e consequências. Nessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise da inércia do Estado em relação à situação econômica desfavorável dos brasileiros e o apelo excessivo dos meios de comunicação, incentivando a jogar, tornando-se fatores favoráveis a esse quadro.
Em um primeiro momento, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a insegurança financeira dos cidadãos do Brasil. Nesse sentido, chefes de família a procura de uma vida melhor, apostam suas pequenas rendas em busca de um retorno rápido e multiplicado, como divulgado em matéria do G1, onde foi identificado o uso do Bolsa Família, programa governamental disponibilizado para famílias de baixa ou nenhuma renda, em jogos de azar. Sua consequência, na maioria da vezes, não é benéfica para o jogador, propiciando uma insegurança financeira e psicológica. Essa conjuntura, segundo a obra “O Cidadão de Papel” de Gilberto Dimenstein, os direitos são assegurados em um plano teórico, mas não, de fato, na prática.
Ademais, é fundamental apontar a divulgação insistente de jogos on-line em todas as mídias disponíveis. Segundo, a música “O Tempo Não Para” do cantor e compositor Cazuza, o futuro repete o passado, fazendo com que a mídia torne seus telespectadores “massas de manobra”, divulgando o que é do seu interesse. Logo, é inadmissível, que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto a necessidade do Ministério da Saúde por intermédio da televisão aberta, pontos de ônibus, que contenham monitor, postos de saúde, redes sociais, campanhas que explicitem os malefícios causados pelos jogos on-line, divulgando histórias reais de brasileiros, que por meio do vício, se afundaram em dívidas e tiveram prejuízos financeiros irreparáveis, buscando, assim, a conscientização. Tornando-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.