Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

De acordo com o pensador Zygmunt Bauman, em sua teoria da “Modernidade Liquida”, a sociedade atual é marcada pela busca incessante por prazeres imediatos e soluções rápidas. Esse pensamento explica o crescimento da dependência em jogos de aposta online no Brasil, já que essas plataformas lucram com a ilusão de enriquecimento rápido. Diante disso, cabe analisar o marketing digital agressivo como principal causa desse problema, além do crescente endividamento e dos danos a saúde metal como consequências centrais dessa crise.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a publicidade excessiva atua como a principal causa desse problema no Brasil. Sob a ótica de Karl Marx, o sistema atual coloca o lucro acima do bem-estar social. Essa lógica se aplica perfeitamente às empresas de aposta, que utilizam anúncios agressivos e influenciadores digitais para atrair novos jogadores. Desse modo o público e atraído por promessas falsas de dinheiro fácil, o que estimula o comportamento compulsivo e inicia o ciclo da dependência.

Em segundo plano, o vício em apostas gera graves impactos na sociedade brasileira. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vicio em jogos online e classificado como um transtorno mental crônico. Na realidade do país, essa doença se manifesta diretamente no bolso dos cidadãos, por meio do endividamento das famílias e o adoecimento psíquico dos indivíduos, desse modo, o problema se transforma em uma severa crise de saúde pública.

Portanto, medidas urgentes são necessárias para mitigar essa crise. Para isso, cabe ao Poder Legislativo, em parceria com o Governo Federal, criar leis mais rígidas que regulamentem e limitem o acesso a jogos online, além de fiscalizar as propagandas da Internet. Essa ação deve ser somada ao Ministério da Saúde, por meio do acolhimento psicológico gratuito aos dependentes, com o objetivo de proteger a economia e a mente dos cidadãos. Desse modo, o Brasil garantirá uma sociedade saudável, superando o cenário criticado pelo sociólogo Zygmunt Bauman.