Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

O filósofo Arthur Schopenhauer propôs uma vez a frase “Vivemos em uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir”. Nessa lógica, a frase se mostra pertinente com a análise do comportamento dos dependentes em jogos de apostas virtuais, onde mesmo ganhando uma determinada quantia, nunca se sentem satisfeitos e continuam apostando. Sendo assim, cabe a concepção de que essa problemática decorre principalmente do individualismo, causando a endividamento dos brasileiros.

Em primeira análise, é válido afirmar que esse problema ocorre pelo individualismo. Para fundamentar essa ideia, o filósofo Zygmunt Baumann afirma que as relações humanas contemporâneas são baseadas, sobretudo, na busca por benefício próprio. Esse argumento é válido se for observado o intuito das pessoas que divulgam os jogos de apostas, que não se importam com o estrago que os mesmos podem causar na vida alheia, mas sim no retorno financeiro ao compartilharem essas plataformas. Dessa forma, cabe ao Estado intervir para que essa realidade não continue.

Em segunda análise, cabe a observação de que o vício em jogos de apostas ocasiona no endividamento dos indivíduos. Nesse sentido, com os sites e aplicativos de apostas programados para liberar altas taxas de dopamina no cérebro, se torna difícil o encerramento das apostas por parte dos indivíduos, tendo em vista que se tornam dependentes do prazer momentâneo propocionado ao ganhar uma pequena quantia de dinheiro e os motiva a apostar ainda mais, aumentando a possibilidade de endividamento. Desse modo, fica evidente que os jogos de aposta influenciam nas escolhas dos jogadores, pois os deixam compulsivos.

Portanto, cabe ao Governo Federal - que tem por objetivo garantir o desenvolvimento da nação - alertar a população sobre os riscos desses jogos, por meio de comerciais na televisão, a fim de diminuir o número de indivíduos viciados nas plataformas de azar. Assim, menos brasileiros se encontrarão na situação descrita por Schopenhauer.