Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
A Constituição Federal de 1988, conhecida como Constituição Cidadã, nasceu da forte participação popular e consagrou diversos direitos sociais em seu Artigo 6º. Contudo, no que diz respeito às causas e consequências da dependência em jogos de apostas online, essas garantias não se efetivam, impedindo que os indivíduos afetados tenham uma vida digna. Nesse sentido, tal problemática persiste devido à omissão estatal e ao silenciamento social diante do vício.
Em primeira análise, a omissão do Estado agrava a dependência em apostas online ao não proteger os cidadãos contra esse vicío. De acordo com o sociólogo Jessé Souza, o Brasil estruturou uma subcidadania, na qual indivíduos teoricamente protegidos pela lei são mantidos à margem dos direitos básicos. Desse modo, a falta de informação sobre os riscos das apostas e de fiscalização efetiva das plataformas reflete essa negligência, distanciando o país do ideal de 1988. Assim, torna-se inadmissível que o descaso estatal continue a agir como um motor de invisibilidade social, perpetuando a injustiça com os dependentes de apostas.
Ademais, o silenciamento social agrava os desafios relacionados ao vício. A escritora Conceição Evaristo, por meio do conceito de “escrivência”, evidencia como experiências de dor e exclusão são expressas pelas vivências daqueles que as enfrentam. Nesse sentido, quando a sociedade e o núcleo familiar negligenciam os sinais do vício, o sofrimento do apostador permanece invisível, revelando a falta de conscientização sobre os riscos das apostas. Nessa perspectiva, urge romper com esse silêncio.
Portanto, o Governo Federal, responsável pela proteção social da população, deve intensificar a fiscalização das plataformas de apostas e ampliar debates sociais sobre seus riscos. Essas ações podem ser executadas por meio de parceria com orgãos estaduais e municiáis, a fim de reduzir a dependência e garantir o bem-estar da população.