Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Na sociedade brasileira contemporânea, a popularização das plataformas digitais de apostas tornou-se um problema social, sobretudo pelos riscos de dependência e endividamento. Nesse cenário, a divulgação desse mercado por influenciadores digitais e a facilidade de acesso aos aplicativos contribuem para a banalização da prática. Assim, a influência de medidas preventivas destacam-se como fatores que agravam esse problema.

Sob essa pespectiva, a promoção das apostas por personalidades famosas favorece a construção de uma imagem ilusória de sucesso financeiro. Influenciadores brasileiros de grande alcance como Neymar e Virginia, ilustram a dimensão da influência das figuras públicas na cultura digital e no comportamento dos seguidores. Quando a divulgação de apostas associa o jogo à diversão, ao luxo e à possibilidade de ganhos rápidos, parte do público pode ignorar os riscos de perdas financeiras. Consequentemente, indivíduos em situação de vulnerabilidade econômica tornam-se mais suscetíveis a apostar repetidamente na esperança de recuperar o dinheiro perdido, desenvolvendo comportamentos compulsivos.

Além disso, a dependência em jogos de apostas provoca consequêncais que ultrapassam o prejuízo financeiro. O endividamento pode comprometer o sustento familiar, gerar conflitos interpessoais e prejudicar a saúde emocional dos apostadores. Nesse contexto, a Medida Provisória n° 1.394/2026, que proibiu a exploração e a oferta de apostas de quota fixa no Brasil, representa uma resposta estatal à gravidade dos impactos associados a essa atividade. Entretanto, a eficácai dessa medida depende da fiscalização e do combate a operadores clandestinos, que podem continuar explorando usuários por meio de sites e redes sociais.

Portanto, o Gorveno Federal, em parceria com o Ministério da saúde e as instituições de ensino, deve promover campanhas educativas nas escolas e redes sociais, alertando sobre os riscos de apostas, Além disso, os órgãos fiscalizadores devem combater plataformas ilegas.