Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
No anime Kakegurui, a escola Hyakkaou normaliza a compulsão por jogos, onde estudantes arriscam tudo pela adrenalina da aposta, lógica semelhante à série Round 6, em que endividados aceitam jogos mortais por dinheiro fácil. No Brasil, essa ficção se concretiza no vício em bets, como o Jogo do Tigrinho. Assim, a dependência em apostas on-line impulsionada pela propaganda fraudulenta de influenciadores e gera graves impactos financeiros e de saúde pública.
Em primeiro lugar, evidencia-se que a glamourização por influenciadores é causa central. Conforme o Texto II, investigação da Delegacia de Estelionatos de Maceió revela que influenciadores utilizam contas demonstrativa, nas quais ganham R$ 500 ou mais com facilidade, para forjar lucros nas redes e motivar seguidores. Essa prática, exemplificada pela blogueira Paulinha Ferreira, que usa visual colorido e infantil para divulgar o Tigrinho, ilude cidadãos, como homens de 28 anos do Texto III, que desempregado na pandemia viu a propaganda e achou que ganharia dinheiro fácil. Assim como em Kakegurui, a aposta é vendida como estilo de vida e status, o que demostra a falta de fiscalização do CONAR e do Ministério da Fazenda.
Em segundo lugar, as consequências são devastadoras e extrapolam o indivíduo. Segundo o Texto III, o vício possui base neurológica, com liberação de dopamina que reforça a compulsão e diminui o medo de errar, o que explica o comportamento da protagonista Yumeko em Kakegurui e dos jogadores de Round 6, que voltam ao jogo mesmo após perder. Na prática, isso se reflete em casos como o de Maria das Graças, que perdeu R$200 mil e vendeu a loja. Com 500 Vãos, 70 perfis bloqueados, 2 milhões de viciados e 150 casos no HC.
Portanto, Ministério da Fazenda, CONAR e Saúde devem proibir conta demo e punir influenciadores com bloqueio e multas, e o SUS ampliar ambulatórios, garantindo Art.196. Dessa forma o Brasil não será refem da lógica viciante de Kakegurui e Round 6.