Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Muito além do lúdico, Michelangelo Caravaggio, em sua obra “Os trapaceiros”, mostra como a igenuidade pode se tornar uma fragilidade frente às ameaças ocultas do cotidiano, já que a obra expressa um jogo de aparências. Nesse viés, nota-se similaridades com o cenário brasileiro, uma vez que a crescente dependência e manipulação em jogos de apostas on-line, apresenta causas e consequências à serem discutidas. Logo, é necessário análisar os obstáculos, sendo eles: a manipulção das redes, bem como a falta de fiscalização governamental.
Em primeira análise, cabe ressaltar a necessidade de analisar as redes sociais como fonte de manipulação. Isso ocorre, porque a sociedade se tornou uma parcela consumista e influenciável. Para Byung-Chul Han, em sua obra “Infocracia”, mostra uma população dominada pelos algorítimos. Por consequência, todo esse corpo social é exposto à necessidade momentânea de experimentar o que lhe é proposto, assim sentem urgência na vontade de jogar e apostar, e com ganhos baixos e contínuos, tornam-se dependentes e viciados em receber por tarefas básicas.
Ademais, salienta-se, a precária fiscalização por parte estatal. Isso acontece, por conta das lacunas existentes nas leis já previstas na Constituição vigente, haja vista que o Estado não administra de forma precisa as casas de apostas digitais. Analogamente, em sua obra “Ensaio sobre a cegueira”, José Saramago, transpõe uma sociedade com uma cegueira seletiva. Nesse sentido, o Estado faz referência com a sociedade seletiva de José, pois ele negligencia o que realmente importa e prefere ser cego aos seus reais problemas, selecionando o que quer ver.
Portanto, o Estado, junto ao Ministério de Segurança Pública - Órgão responsável pelo bem-estar social -, implementará uma maior fiscalização das leis já propostas e criará um novo projeto, por meio do lema: “100 (sem) Apostas”, a fim de uma maior conscientização dos usuários digitais e a procedência correta de suas leis. Assim, as ameaças ocultas, como afirma Michelangelo, não serão uma realidade no Brasil contemporâneo.