Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Em “O jogador”, romance de Fiódor Dostoiévski, a relação entre o indivíduo e o jogo ultrapassa o simples desejo de ganhar dinheiro e revela como a expectativa de uma vitória pode se transformar em obsessão. Embora escrita no século XIX, a obra dialoga com a realidade brasileira hodierna, na qual as apostas migraram para as telas dos celulares e passaram a fazer parte da rotina de milhares de pessoas. Nesse cenário, a publicidade das apostas e a busca por soluções financeiras imediatas favorecem a dependência e seus impactos sociais.

Sob essa análise, a publicidade das apostas contribui para a subestima ção de seus riscos. Nas redes sociais, influenciadores exibem supostos ganhos, associando os jogos a sucesso finaceiro. Entretanto, as perdas raramente recebem a mesma visibilidade. Dessa maneira, cria-se a falsa impressão de que ganhar dinheiro é fácil e frequente. Consequentemente, mais pessoas são atraídas para essas plataformas e podem desenvolver comportamentos compulsivos. Assim, a publicidade favorece a normalização de uma prática potencialmente prejudicial.

Além disso, as dificuldades econômicas podem favorecer a dependência de apostas. Diante de dívidas e baixos rendimentos, muitos indivíduos enxergam os jogos como uma oportunidade de obter dinheiro rapidamente. Contudo, as perdas podem estimular novas apostas na tentativa de recuperar os valores gastos. Esse comportamento agrava a situação finaceira e pode comprometer o sustento familiar. Além do mais, o endividamento provoca conflitos e sofrimento psicológico. Nesse contexto, a busca por melhores condições de vida pode resultar em consequências ainda mais prejudicais.

Portanto, o Governo Federal e Casas de aposta, devem intensificar a fiscalização das apostas online, por meio do controle de publicidade e da exigência de alertas sobre seus riscos. Ademais, o Ministério da Educação deve promover palestras sobre educação financeira nas escolas, a fim de conscientizar oa jovens. Só assim, será possível reduzir a dependência e seus impactos sociais.