Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Na obra ficcional “Quem ama cuida”, o personagem Ulisses enfrenta a falência financeira e o isolamento pelos familiares devido à ludopatia -vício em jogos de aposta-. Paralelo a realidade, muitas pessoas lutam contra a dependência em jogos de apostas on-line, que está enraizada na muitas das famílias brasileiras. Nesse sentido, estabelece-se um cenário hostil, sustentado pelas propagandas fraudulentas e pela omissão do Estado. Dessa maneira, é imprescindível analisar o papel dos meios de comunicação e a falta de regulamentação governamental diante desse problema. Sob essa lógica, convém destacar a divulgação das “Bets” como fortalecedora dessa questão. Afirma-se isso, pois o setor de mídia e não se importa com as consequências dos vícios para seus consumidores, que não conseguem fugir de tais publicidades já que estão presentes nas diferentes áreas do entretenimento,porque quanto mais pessoas jogam maior é o lucro dos influenciadores e das grandes emissoras que divulgam. Outrossim, cabe analisar o descaso estatal como agravante desse problema. De acordo com o filósofo John Locke, o Estado tem a obrigação de garantir o bem-estar dos cidadãos. No entanto, a omissão governamental na fiscalização rigorosa e na criação de proteções contra o endividamento e o vício nos jogos virtuais rompe com esse dever. Essa inação não apenas negligência a saúde mental, mas também a agrava a vulnerabilidade socioeconômica de muitas famílias.
Portanto, devem ser resolvidas o descuido do poder público e os anúncios fraudulentos enquanto obstáculos pra dependência em jogos de azar virtuais. Dito isso, é preciso que o Estado, principal idealizador e aplicador das políticas públicas no Brasil, por meio do Ministério de Justiça e Segurança Pública, crie políticas para proibir que as casas de apostas atuem no Brasil, a fim de reduzir o endividamento e problemas de saúde mental nas famílias brasileiras e, consequentemente mitigar esse problema. Assim, a perspectiva de nossa sociedade se distanciará da perspectiva de “Quem ama Cuida”.