Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

A constituição federal de 1988 assegura o direito à saúde e ao bem-estar.No entanto, a dependência em jogos de apostas on-line tem violado essa garantia no Brasil. O vício nessas plataformas tem levado ao endividamento e à destruição de famílias. Isso decorre da normalização cultural do jogo e da omissão estatal em regulá-lo.

Principalmente, a sociedade naturalizou a aposta. PARA o sociólogo Pierre Bourdieu, a falta de senso crítico faz com que práticas prejudiciais sejam aceitas como normais. Nesse sentido, influenciadores vendem as plataformas como investimento fácil e fonte de dinheiro rápido. Assim, com o celular na mão, muitos jovens acreditam nessa ilusão e apostam sem perceber o risco, tratando o vício como algo comum e não como doença.

Ademais, há a falha governamental. De acordo com John Rawls,o Estado deve proteger os mais vulneráveis. Entretanto, por anos as plataformas atuaram sem regras claras, com publicidades agressiva e sem limite, inclusive atingindo menores. Sem fiscalização afetiva, o usuário fica exposto 24 horas e sem apoio. Além disso, faltou oferecer tratamento psicológico no SUS. Logo, a omissão do poder político permitiu que o lucro ficasse acima da saúde.

Portanto, é preciso agir. Cabe ao ministério da Fazenda,órgão responsável por regulamentar às pessoas no Brasil, estabelecer regras rápidas a publicidade dos jogos, por meio da proibição do uso de influenciadores e da criação de multas para plataformas que atingirem menores, com fiscalização via sistemas digitais. Ademais, parte da arrecadação deve ser destinada ao SUS para ampliar o atendimento psicológico aos viciados, a fim de que a saúde garantida na Constituição seja efetivada.