Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Na obra O Jogador, do escritor russo Fiódor Dostoiévski, o vício por apostas retrata a ruína financeira, psicológica e social do protagonista (Alexei Ivanovich), cuja suas escolhas são feitas pela ilusão do “ganho fácil”. Fora da ficção, a realidade brasileira atual espelha o mesmo enredo dramático diante do crescimento acelerado das plataformas virtuais de apostas (bets). Esse problema se torna cada vez mais preucupante, tanto pela divulgação exagerada e enganosa pelas redes sociais, tanto pelo fácil acesso por meios de celulares, trazendo consequências para a economia e para a saúde mental da população.
Em primeiro lugar, convém analisar o impacto da publicidade predatória e da facilidade de acesso como os vetores primários do vício. Segundo os filósofos Theodor Adorno, e Max Horkheimer, a mídia tende a transformar necessidade e comportamentos em mercadorias altamente rentáveis. Nesse cenário influenciadores digitais, utilizam redes sociais para divulgar suas “contas de demonstração” com ganhos modificados, vendendo uma promessa falsa de enriquecimento instantâneo para um público jovem e vulnerável. Somando isso a o acesso a internet em tempo integral, tornando a prática da aposta uma tentação cotidiana.
Em segundo lugar, a ludopatia gera graves riscos socioeconômicos e psiquicas. O estímulo pela dopamina contínua do vício, induz a dividas e ao comprometimento de sua renda basica. Ademais, a perda de capital fragiliza os laços afetivos e acentua transtornos como ansiedade e depressão ferindo a dignidade humana.
Portanto o governo federal por meio do ministério da justiça em parceria com o ministério da saúde, deve fiscalizar a proibição das bets, bloqueando sites clandestinos além de oferecer tratamento a ludopatia no SUS, garantindo assim, a proteção da população.