Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Em setembro de 2026, o Governo Federal baniu as plataformas de apos-tas online após o endividamento de milhares de famílias. Apesar da recente proibição, o país ainda enfrenta as graves sequelas deixadas por esse mer-cado. Assim, urge analisar a negligência estatal no livre acesso aos sites e a publicidade irresponsável de influenciadores como os motores dessa crise.

Em primeira análise, a facilidade de acesso irrestrito pelos smart- phones foi o primeiro vetor para a explosão do vício. Na obra “O Cidadão Papelão”, o jornalista Gilberto Dimenstein afirma que os direitos e a pro-teção da população muitas vezes só existem na teoria legislativa. Analoga-mente à defesa do autor, a histórica demora do Estado em regulamentar as apostas online permitiu que qualquer indivíduo, inclusive menores de ida-de, tivesse acesso ininterrupto a essas plataformas. Logo, a falta de barreiras práticas abriu portas para uma dependência coletiva.

Ademais, a publicidade enganosa promovida por figuras públicas conso-lidou a ilusão de enriquecimento rápido, gerando um cenário atual de ruí-na. Sobre isso, a Organização Mundial da Saúde classifica a Ludopatia (transtorno do jogo) como uma patologia mental crônica. Sob essa ótica, a manipulação midiática exercida por influenciadores - que simulavam ganhos fáceis - direcionou a população mais vulnerável rumo ao azar. Como conse-quência direta dessa ilusão, mesmo com os sites fora do ar hoje, grande parte da população permanece com o orçamento familiar destruídos e afeta-dos por essa grave condição psicológica.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar os impactos deixados por esse mercado. Para tanto, cabe ao Ministério da Fazenda - órgão res-ponsável pela regulação econômica nacional - combater as sequelas desse mercado. Para isso, por meio da implementação de um plano de reabilitação financeira aos afetados e proibição permanente de publicidade ou menção à plataformas de azar por influenciadores deve promover a reabilitação da população afetada. Assim, será atingida a verdadeira proteção ao cidadão.