Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
Para John Keynes “O consumo é o único fim e propósito de toda atividade econômica”. Neste viés, o autor que revolucionou o modelo neoliberal vigente na Grã-Bretanha compactua com a ideia de que o consumo movimenta a economia de uma nação, tornando as relações de demanda e gasto imprescindíveis para diagnosticar a mesma. Consumo tal que pode ser diretamente desincentivado pelos jogos e cassinos virtuais.
Por esta razão, estudos baseados na Comsefaz relatam sobre a quantidade bilionária em reais, retirada da economia brasileira por jogos de azar, que não se traduz em mais produção ou consumo posteriomente, isso se deve ao baixo efeito multiplicativo das casas de apostas virtuais, que faz com que o dinheiro gasto não retorne ao varejo brasileiro, segundo o Banco Central.
Além da pauta econômica, segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos devem ter, por direito, um padrão de vida de modo em que sejam supridas suas necessidades de saneamento, saúde e bem estar, entretanto estudos indicam que jogos de azar afetam significativamente aspectos como, saúde mental,bem estar financeiro e custo para o SUS. Segundo a IEPS o prejuízo para o SUS passa das dezenas de bilhões de reais, o prejuízo envolve também vício e transtornos psicológicos e o endividamento de famílias afeta a qualidade de vida e o lazer, tornando os cassinos virtuais uma pauta a ser seriamente discutida visando o bem estar social.
Diante disto, fica evidente a problemática enfrentada pela população e, pois, fica a cargo governamental, regulamentar e desincentivar as casas de apostas na iniciativa privada, por meio de tarifas e restrições de uso e patrocínio, além da necessidade de conscientização populacional relacionada aos efeitos negativos já citados.