Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Para o filósofo zygmunt bauman, na modernidade líquida, busca-se satisfação imediata. Essa lógica explica a dependência em jogos de apostas on-line no Brasil. Com base nos textos de apoio, percebe-se que o problema é causado pela facilidade tecnológica e pela atuação de influenciadores, gerando como efeitos o endividamento crônico e a desestruturação famíliar.

Inicialmente, A acessibilidade na palma da mão impulsiona o vício. O texto III argumenta que, embora o vício em jogo não seja novidade, as bets intensificaram o alcance entre jovens porque basta um celular. A isso soma-se o exposto no texto II: influenciadores prometem prêmios altos e fazem o usuário ganhar R$500 rapidamente na conta teste, mas, quando o jogo é real, nada disso acontece. Logo, a combinação de tecnologia sem filtro e marketing enganoso cria um ambiente propício à dependência.

Por conseguinte, o resultado é a destruição financeira e afetiva. Conforme o texto I, 15 por cento da população já apostou e a média de gastos equivalente a 20 por cento do salário mínimo, o que compromete o sustento. Não por acaso, Maria das Graças, citada no texto II, perdeu cerca de R$200 mil e precisou desfazer-se de sua loja. O caso de R., que deixou de pagar pensão e enviou o filho de 8 anos para parentes em outro estado por causa das dividas, demonstra, ainda, a quebra de vínculos familiares e o adoecimento psíquico.

Diante disso, é preciso intervir. O Congresso Nacional deve aprovar lei que proíba publicidade de apostas com promessa de enriquecimento e obrigue inserção de alerta sobre vício, por meio de fiscalização do CONAR, com a finalidade de proteger jovens e reduzir a atração. Ademais, o Ministério da Educação, em parcerias com escolas, deve promover projeto de edição financeira e digital, mediante palestras e campanhas nas redes, para que os estudantes reconheçam golpes como o Tigrinho e desenvolvam consumo consciente.