Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
O filme “O Apostador”, retrata de forma contundente a espiral de ruína pessoal e financeira vivida por um indivíduo aprisionado pela compulsão em jogos de azar. Fora da ficção, a obra reflete a realidade brasileira, visto que milhares de cidadãos têm suas vidas desestruturadas pelo acesso desenfreado em plataformas de apostas virtuais. Desse modo, a dependência em jogos de aposta online é agravado não apenas pela negligência estatal, mas também pela publicidade enganosa.
Sob tal análise, é fundamental destacar que a negligência estatal atua como um entrave para o combate à dependência em jogos. Nesse contexto, o filósofo Thomas Hobbes estabelece que cabe ao estado garantir a proteção e o bem-estar da sociedade. Entretanto, o estado contradiz essa responsabilidade ao falhar na regulação do setor, o que ocorre por meio da fiscalização insuficiente sobre o funcionamento de empresas de apostas. Sob essa ótica, a omissão pública deixa a população vulnerável ao vício, gerando o adoecimento mental e o endividamento familiar.
Ademais, a raiz do problema reside na publicidade enganosa, o que dificulta a superação desse desafio. Sobre isso, o filósofo Jean Baudrillard afirma que a sociedade contemporânea é dominada por representações ilusórias que mascaram a real gravidade do fato. Sob essa lógica, essa análise se materializa no Brasil, onde influenciadores digitais divulgam jogos virtuais exibindo lucros artificiais, processo que acontece através da omissão dos riscos. Dessa forma, a publicidade enganosa perpetua a dependência em apostas, consolidando a ilusão descrita por Jean Baudrillard.
Portanto, sendo o combate dependência em jogos de apostas online um desafio, cabe ao Ministério da fazenda - órgão responsável pela regulação financeira do país - proibir propagandas enganosas e restringir sites ilícitos, por meio do endurecimento da fiscalização e de multas severas. Essa medida visa proteger a saúde mental, evitando a ruína social. Como resultado, o Brasil se afastará do cenário retratado em “O Apostador”.