Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
“A vida sem você é só uma existência sem sentido”. O trecho presente na composição “Pleasexanny” da banda australiana Chase Atlantic, personifica os vícios de seus compositores e revela a dificuldade em abandoná-los. De forma análoga ao exposto na música, se encontram as sociedades contemporâneas tomadas pela dependência em jogos de aposta, óbice oriundo da alta divulgação midiática e que já se apresenta como ameaça à economia e à saúde pública.
Em primeira análise, é válido salientar que a ausência de regulamentação adequada na divulgação desses jogos on-line contribuiu significativamente para a dependência popular, afinal, jogos de aposta existem há décadas, mas têm se tornado cada vez mais populares a partir da digitalização dos mesmos. Essa análise permite apontar a mídia e os influenciadores desse “nicho” como principais culpados nessa problemática, contudo, é importante ressaltar a inércia do Estado em relação ao controle desses fatores que prejudicam de diversas formas a população.
No que diz respeito às consequências, é possível pautar os riscos econômicos, pois esses jogos afetam diretamente a renda pessoal daqueles que apostam dinheiro e outros bens materiais. Outra consequência bastante preocupante a nível estatal se relaciona com a saúde pública, afinal, o vício condiciona doenças psicomentais como ansiedade e depressão, as quais são observáveis no comportamento evitativo de pessoas viciadas. Ambos os casos exigem extrema atenção social e governamental para que ferramentas de resolução adequada sejam encontradas e situações extremas sejam evitas, pois assim como apontado por Émille Durkein, crises financeiras podem influenciar na alta de taxas de suicídio, bem como ocorrido pós quebra da bolsa de valores de Nova York em 1929.
Mediante o exposto, torna-se evidente que mitigar essa dependência exige medidas extremas, tal qual a proibição de jogos de aposta aplicada pelo governo brasileiro no segundo semestre do ano de 2026. Apesar das críticas, essa medida se mostra a mais adequada nesse contexto.