Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Na obra Modernidade Liquida, Bauman defende que a sociedade busca satisfação imediata. Tal lógica explica a explosão das apostas on-line no Brasil, que torna jovens reféns do dinheiro fácil. Nesse contexto, destacam-se a manipulação de influenciadores e a vulnerabilidade psíquica, que geram endividamento e adoecimento mental.

Em primeiro lugar, a dependência é impulsionada por marketing predatório. Conforme o texto dois, influenciadores usam uma “conta demo” que ganha com facilidade para atrair vitimas, com visual colorido e infantil do “Jogo do Tigrinho”. Assim, como relata o texto um, muitos afirmam:“conheci o jogo por um influencer”. Aliado a isso, o Datafolha mostra que 30% dos jovens de 16 a 24 anos já apostaram. Cria-se, portanto, uma ilusão de controle, difícil de romper, como alerta o Grupo J.A.

Por conseguinte, as consequências são devastadoras. O texto um revela que o gasto médio com bets é de 20% do salário mínimo, levando dividas, perda de contato familiar e ideação suicida, em relatos como “era melhor me matar”. O Texto três explica a base biológica: a liberação de dopamina reforça a compulsão e diminui o medo de errar. Segundo a USP, quase 1% da população é viciada, com 150 casos novos por ano no Instituto de Psiquiatria. Além disso, o Texto dois cita mais de 500 boletins de ocorrência e queda de rendimento no trabalho pelo uso excessivo do celular.

Portanto, a ludopatia é um problema de saúde pública. Cabe ao Ministério da Justiça, com ANATEL e CONAR, regulamentar a publicidade de bets, proibindo o uso de influenciadores e bloqueando perfis falsos, como os setenta já bloqueados no Texto três. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, como o MEC, ampliar atendimento nos CAPS e promover educação financeira nas escolas. Assim, será possível conter as apostas e superar a lógica imediatista descrita por Bauman.