Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line
Enviada em 19/10/2026
A Constituição Federal de 1988 estabelece a saúde como um direito de todos e um dever do Estado. Entretanto, no Brasil, a popularização das apostas online, conhecidas como bets, tem colocado esse direito em risco. Isso ocorre porque a facilidade de acesso às plataformas, junto à publicidade que promete ganhos rápidos, favorece o desenvolvimento de comportamentos compulsivos. Nesse cenário, a desinformação e a falta de conscientização contribuem para o agravamento do problema.
Em primeiro lugar, a influência das celebridades nas redes sociais, contribui para o crescimento das apostas online. Um exemplo disso é a influenciadora Virgínia Fonseca, que prestou depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, no senado Federal em 2025, devido a questionamentos sobre seus contratos publicitários com as plataformas de apostas. Esse episódio evidencia a importância de discutir a responsabilidade dos influenciadores na divulgação desses serviços, porque os seguidores tendem a confiar nas recomendações de figuras públicas que admiram, o que pode incentivá-los a participar dessas bets sem conhecer os riscos envolvidos.
Além disso, a dependência em jogos de apostas pode provocar graves consequências psicológicas e financeiras. Um exemplo disso é o caso de Vinícius Ferreira, de 28 anos, noticiado pelo portal UOL, em 2024. Segundo a reportagem, o jovem desenvolveu um comportamento compulsivo com as apostas e sofreu perdas financeiras, levando-o a um quadro depressivo e posteriormente cometendo suicídio. Essa situação mostra a gravidade do problema e demonstra a importância de ampliar o acesso ao apoio psicológico e de conscientizar a população sobre os riscos das bets.
Portanto, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Saúde, promover campanhas de sensibilização nas escolas e em redes sociais, a fim de alertar a sociedade sobre a gravidade da dependência em jogos de apostas. Ademais, deve-se ampliar o atendimento gratuito pelo SUS, com o intuito de reduzir os danos emocionais dessa prática.