Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Na série sul-coreana “Round 6”, é retratada a influência dos jogos sobre o comportamento humano, evidenciando como a busca por recompensas pode levar a escolhas prejudiciais. Fora da ficção, a depedência em jogos de apostas on-line representa um problema crescente na sociedade brasileira, visto que o uso excessivo dessas plataformas pode comprometer o bem-estar dos indivíduos. Nesse contexto, a influência dos mecanismos de recompensa dos jogos e a falta de controle sobre o tempo de uso destacam-se como fatores que contribuem para esse cenário.

Em primeira análise, é válido ressaltar como os mecanismos de recompensas são causas centrais da dependência. Sob a ótica da psicologia comportamental de Burrhus Frederic Skinner, o reforço imprevisível é o que mais gera vício, pois o indivíduo nunca sabe quando será recompensado. É esta lógica, que rege as apostas on-line: o algoritmo entrega pequenas vitórias para liberar picos de dopamina e manter o usuário em estado de euforia e expectativa. Assim, cria-se um ciclo de compulsão no qual o apostador, mesmo endividado, continua jogando na ilusão do próximo ganho.

Ademais, a falta de controle sobre o tempo e sobre o ambiente digital pontecializa as consequências. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, vivemos na modernidade líquida, marcada pela ausência de limites sólidos. No Brasil, essa ausência se materializa na falta de regulamentação efetiva do mercado de “bets” na publicidade massiva feita por influenciadores e na carência de educação digial nas famílias e escolas. Sem fiscalização crianças e adolescentes têm fácil acesso e essas plataformas.

Portanto, é imprescindível que medidas sejam tomadas para mitigar a dependência em jogos de apostas on-line. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da Educação, promover campanhas de conscientização nas escolas e postos de saúde sobre os riscos destes jogos na questão psicológica e financeira. Assim, será possível evitar que a realidade brasileira se assemelhe à dsitopia de “Round 6”, onde a busca por recompensas destrói vidas.