Causas e consequências da dependência em jogos de apostas on-line

Enviada em 19/10/2026

Na obra “Sociedade do Espetáculo”, o filósofo Guy Debord analisa como a sociedade moderna é influenciada pela valorização das aparências e do consumo. Nesse contexto, a popularização das apostas on-line no Brasil evindência como a busca por ganhos financeiros rápidos, impulsionada pela publicidade digital, pode levar indivíduos à dependência. Dessa forma, é necessário discutir tanto a influência da divulgação dessas plataformas quanto os impactos sociais e econômicos desse problema.

Em primeiro lugar, a publicidade exerce apostas virtuais. Isso ocorre porque influêciadores digitais e celebridades frequentemente apresentam essas atividades como oportunidades fáceis de enriquecimento, sem destacar adequadamente os riscos envolvidos. Como consequêcia, jovens e pessoas em situação de vulnerabilidade financeira podem desenvolver expectativas irreais de lucro, passando a apostar com frequêcia crescente. Assim, a busca por comportamento compulsivo, prejudicando a capacidade de tomar decisões concientes.

Além disso, a dependência nesses jogos ultrapassam a esfera financeira e compromete as relações sociais e o bem-estar psicológico. O endividamento, os conflitos familiares e o isolamento podem resultar da tentaviva contínua de recuperar valores perdidos. Essa situação pode ser compreendida à luz do conceito de fato social, desenvolvido pelo sociólogo Émile Durkheim, segundo o qual as normas e influêcias coletivas interferem no comportamento dos indivíduos. Nesse sentido, quando a prática de apostar é normalizada nas redes sociais, o indivíduos pode subestimar seus perigos e encontrar dificuldades para reconhecer a necessidade de ajuda. Portanto, a combinação entre pressão social, publicidade e falta de informação favorece a manutenção desse ciclo prejudicial.

Diante disso, cabe ao Ministério da fazenda fiscalizar as apostas on-line e a publicidade de influêciadores, exigindo avisos sobre seus riscos. Além disso, o Ministério da Saúde deve ampliar campanhas de conscientização e o atendimento psicológico pelo SUS.